Exposição reflete sobre memória e heranças africanas no MEPE, no Recife
Mostra foi construída sob perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica
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No próximo sábado (6), o Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), localizado no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, vai inaugurar a exposição “ÁFRICAS: Arte, Ancestralidade e Decolonização”.
Voltada à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras, a mostra propõe um mergulho histórico, artístico e educativo nas contribuições dos povos africanos para a formação cultural, religiosa, estética e social do Brasil e do mundo.
A exposição foi organizada em núcleos temáticos, que abordarão temas como:
- África como berço das civilizações
- rotas da escravização
- religiões de matrizes africanas
- arte ritualística
- influência africana sobre os movimentos modernistas europeus e brasileiros
Para o diretor do MEPE, Rinaldo Carvalho, um dos destaques é a coleção de máscaras e esculturas africanas doadas ao museu pela família do colecionador Ernesto Margolis. As peças representam 16 países e 28 povos e vão integrar a exposição como símbolos de espiritualidade, ancestralidade e expressão estética africana.
Além delas, a exposição é composta por pinturas, mapas e outros objetos, com espaço para a produção contemporânea de artistas negros e obras ligadas às discussões sobre identidade, corpo, pertencimento e resistência.
A mostra foi construída sob uma perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica.
O projeto tem o objetivo de valorizar a pluralidade das culturas africanas e provocar reflexões sobre os impactos da colonização e da escravidão na identidade brasileira contemporânea.
Além da experiência expositiva, o projeto tem programação educativa, visitas mediadas, rodas de diálogo, formação para professores e atividades pós-visitação para o público em geral.
A curadoria é coletiva e multidisciplinar, reunindo historiadores, antropólogos, museólogos, representantes culturais e lideranças ligadas às matrizes africanas, como o Consulado Honorário da Costa do Marfim, a historiadora Aline de Biase (UFPE), o antropólogo Renato Athias (UFPE), o produtor cultural e pesquisador da culturas Bantu Francisco Neto (Chico Bantu) e as equipes da Reserva Técnica, do Educativo e de Comunicação do museu.
Serviço
Exposição: Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização
Museu do Estado de Pernambuco – Av. Rui Barbosa, 960 - Graças, Recife
Data de abertura: 6 de junho, às 15h
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 14h às 17h
Entrada gratuita