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Exposição de Fefa Lins é inaugurada no Recife com obras inéditas na Amparo 60

Mostra reúne 15 trabalhos produzidos entre 2024 e 2025 e propõe reflexões sobre transformação, memória e reconstrução a partir da ideia de catástrofe

Por Eduardo Scofi Publicado em 04/06/2026 às 11:58 | Atualizado em 04/06/2026 às 12:22

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A Galeria Amparo 60 inaugurou nesta quarta-feira (3), no Recife, a exposição Maravilhosa Catástrofe, primeira mostra individual do artista pernambucano Fefa Lins no espaço. Com curadoria de Guilherme Moraes, a exposição reúne pinturas produzidas entre 2024 e 2025 e segue aberta à visitação até 10 de agosto.

 

Ao todo, a exposição conta com 15 trabalhos, sendo dez pinturas sobre tela e cinco pinturas realizadas sobre escombros. Em grande parte inéditas, as obras transitam entre autorretratos, paisagens, cenas inspiradas no carnaval de Olinda e referências à iconografia cristã e à história da arte pernambucana.

O conceito da mostra nasceu da percepção de que determinados colapsos podem representar não apenas destruição, mas também a possibilidade de reconstrução e reinvenção.

“A ideia de Maravilhosa Catástrofe surgiu a partir de uma percepção que atravessa toda a exposição: certos colapsos não representam apenas destruição, mas também transformação”, afirma Fefa.

Corpo, cidade e memória atravessam as pinturas

O autorretrato ocupa um papel central na produção do artista, mas a pesquisa apresentada na exposição amplia esse olhar para além da figura humana. Ruínas, plantas, construções e elementos da paisagem urbana aparecem como extensões do próprio corpo e da experiência pessoal.

Já Recife surge de forma recorrente nas obras a partir de lembranças, percepções e imagens recriadas pela imaginação.

Divulgação
Fefa Lins, artista pernambucano - Divulgação

Exposição propõe olhar para a ruína como possibilidade

Ao longo da mostra, destruição e criação aparecem como conceitos complementares. A exposição parte da ideia de que momentos de instabilidade podem abrir espaço para novas experiências, afetos e formas de existir.

Nas obras, personagens, paisagens e elementos arquitetônicos convivem em cenários marcados por vulnerabilidade e transformação. Para o Fefa, a ruína não é apresentada como símbolo de nostalgia, mas como um estado capaz de produzir novos caminhos.

“A palavra ‘maravilhosa’ aparece justamente nesse sentido. Não para suavizar a violência da catástrofe, mas para reconhecer que a transformação, mesmo quando dolorosa, também pode carregar beleza, desejo e potência”, afirma.

Maravilhosa Catástrofe fica em cartaz até 10 de agosto na Galeria Amparo 60, localizada no terceiro andar da Dona Santa. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h.

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