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Comunidade quilombola da RMR inaugura Afroteca com foco em memória e educação antirracista

Iniciativa auxilia na implementação de leis que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas

Por JC Publicado em 18/05/2026 às 11:57

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O Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), inaugurou na última quarta-feira (13) um equipamento voltado à promoção da educação antirracista e à valorização da história e da cultura afro-brasileira e quilombola.

A Afroteca da Escola Municipal Quilombo Onze Negras, localizada na comunidade de mesmo nome, é um espaço dedicado à leitura, à memória e ao fortalecimento da identidade dos estudantes.

A iniciativa auxilia na implementação de leis federais que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

No equipamento estão reunidos materiais didáticos, literários e pedagógicos que contribuem para o enfrentamento ao racismo, aos preconceitos e à discriminação racial.

“Aqui não é apenas uma sala de livros. É uma sala de espelhos. Aqui a criança quilombola vai se ver na história. A Afroteca é um caminho aberto, cheio de possibilidades, para nos ajudar a formar alunos leitores e empoderados”, afirmou a gestora da escola, Izabel de Araújo.

A Afroteca foi organizada pela Universidade de Pernambuco (UPE), por meio do projeto de pesquisa “Identidade e Patrimônio em Quilombos Pernambucanos: ações para a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para educação escolar quilombola”, coordenado pela professora doutora Adlene Arantes. A iniciativa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) e disponibilizou cerca de 50 títulos para a unidade de ensino.

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