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O Agente Secreto vence sete prêmios Platino, a mais importante premiação do cinema ibero-americano

Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, também venceu como Melhor Documentário a 13ª edição da premiação, realizada em Cancún, no México

Por JC, com Agência Brasil Publicado em 10/05/2026 às 12:24 | Atualizado em 10/05/2026 às 12:24

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O filme O Agente Secreto, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, conquistou sete Prêmios Platino ao longo da 13ª edição da premiação, realizada em Cancún, no México. A produção venceu as categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Direção de Arte, Melhor Música e Melhor Montagem.

Na cerimônia de sábado (9), a produção conquistou quatro das sete estatuetas: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Ator — categoria em que o Brasil vence pela primeira vez.

O ator Wagner Moura levou o troféu de Melhor Ator pelo papel de Armando, um professor universitário perseguido pela ditadura militar que foge de São Paulo para Recife e assume uma nova identidade. A vitória se soma ao reconhecimento popular: dias antes, Moura já havia sido eleito Melhor Ator pelo júri popular do Platino. O ator, vencedor do Globo de Ouro, disputou o Oscar neste ano.

Moura não compareceu à cerimônia por estar em uma produção na Espanha. Em discurso de agradecimento lido por Mendonça, o ator declarou:

"Amo os Prêmios Platino, ver nossa cinematografia celebrada, encontrar amigos, descobrir talentos, filmes, artistas, trabalhadores do cinema falado em português e espanhol (...). Amo cada vez que percebo o Brasil integrado a uma cultura abrangente."

Antes da cerimônia de sábado, O Agente Secreto já havia conquistado três Platinos pelas categorias de Direção de Arte, Música e Montagem. Os prêmios foram para os criadores Thales Junqueira, os irmãos Tomaz e Mateus Alves, além de Eduardo Serrano e Matheus Farias.

Ao receber o prêmio, Mendonça Filho celebrou o papel do cinema num cenário de desinformação.

"É um momento onde a verdade está sendo discutida e manipulada", afirmou o diretor. "De fato, é um momento de mentiras no mundo, mas o cinema é um poderoso instrumento para narrativas cheias de poesia, de aventuras fantásticas, drama humano, histórias de amor e afeto, com verdade e honestidade."

Nesta edição, o Brasil teve sete produções indicadas concorrendo em 36 categorias, dentro de um universo de cerca de 100 produções ibero-americanas.

Apocalipse nos Trópicos vence como Melhor Documentário

O documentário Apocalipse nos Trópicos, da diretora Petra Costa, venceu a categoria Melhor Documentário na 13ª edição dos Prêmios Platino, realizada em Cancún, no México, na noite de sábado (9). A produção superou concorrentes do Paraguai e da Espanha.

O longa acompanha o governo de Jair Bolsonaro, retrata a tentativa frustrada de golpe de Estado em 2023 e discute a influência da fé evangélica na política brasileira.

Ao receber a estatueta, o produtor e pesquisador Brunno Pacini declarou que os documentários "têm a capacidade de transformar o trauma em memória e a memória em movimento".

Os Prêmios Platino promovem produções audiovisuais da América Latina, Portugal e Espanha e são considerados a principal premiação do cinema ibero-americano.

Beleza Fatal

Na categoria de séries, a brasileira Beleza Fatal levou o troféu de Melhor Série de Longa Duração. A diretora Maria de Médicis homenageou o diretor de TV Dennis Carvalho, falecido há poucos meses, e celebrou o gênero. "Viva a novela, viva o Brasil", comemorou.

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