Museus do Recife inauguram exposições sobre memória, território e identidade cultural
Mostras contemplam diferentes linguagens artísticas e temáticas, propondo debates e reflexões sobre memória, cultura, território e coletividade
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Três equipamentos culturais mantidos pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, inauguram exposições nesta sexta-feira (8) e sábado (9). A programação é do Paço do Frevo, do Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) e do Museu de Arte Popular.
Da fotografia à pintura, passando por objetos e intervenções, serão contempladas diferentes linguagens artísticas e temáticas que, através da poética, propõem debates e reflexões sobre memória, cultura, território e coletividade.
Veja a programação:
Paço do Frevo
No Paço do Frevo, localizado na Praça do Arsenal, a nova mostra temporária “Maracatu - Antropologia Visual” ocupará a sala expositiva do térreo do museu. Nesta sexta, noite de estreia, o acesso é gratuito e conta com apresentação do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e do Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte.
A exposição homenageia a expressão da cultura popular e a influência das populações afro-pernambucanas, reunindo 40 fotografias de diferentes gerações: o artista plástico Lula Cardoso Ayres (1910-1987), a antropóloga Katarina Real (1927-2006), o fotógrafo Fred Jordão (1964) e o cineasta July P. (2000). A curadoria e design são de Augusto Lins Soares.
Além de fotos, o público terá acesso a um acervo com vídeos sobre Dona Santa, Mestre Salustiano e Chico Science & Nação Zumbi, capas de discos, obras de arte, publicações e indumentárias.
O ingresso do museu custa R$ 10 e R$ 5 (meia). Às terças, a entrada é gratuita.
MAMAM
Localizado na Rua da Aurora, área central do Recife, o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) inaugura no sábado (9) uma nova programação expositiva, com três mostras.
Uma delas é “Carta ao Desejo”, exposição de 22 artistas, com curadoria de Rebeka Monita, que promove o diálogo com as obras do acervo do museu municipal. Na abertura, o artista Edson Barrus Atikum apresentará a performance “cercaviva”.
Estreia também “…Aquele Cheiro do Tempo”, da artista Luciana Borre, com curadoria de Ana Júlia Ribeiro. A mostra traça uma cartografia das práticas do crochê contemporâneo e investiga a potência das narrativas têxteis como dispositivos de memória, afeto e criação coletiva.
Já “Garateia: Onde Ancora a Memória”, exposição do artista Shell Osmo, com curadoria de Rebecca França, reúne pinturas, objetos e instalações inspiradas nas vivências ribeirinhas da bacia do Pina, no Recife. A mostra transforma o cotidiano das comunidades e das águas em política e afeto.
O MAMAM funciona de quarta a sexta, das 10h às 17h, e sábados e domingos, das 10h às 16h. Acesso gratuito.
Museu de Arte Popular
Em comemoração aos 40 anos de atividades, o Museu de Arte Popular, localizado no Pátio de São Pedro, estreou a mostra de longa duração “Escolas do Barro”, que celebra a produção cerâmica pernambucana e a transmissão de saberes de artistas do estado.
A exposição explora diferentes identidades, características e protagonismos da produção de reconhecidos polos cerâmicos utilitários e figurativos de Pernambuco, como as cidades de Caruaru, Goiana, Petrolina e Tracunhaém, consideradas escolas de barro.
O equipamento funciona de quarta a domingo, das 10h às 16h, com acesso gratuito.