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Documentário sobre banda Ave Sangria entra em cartaz no Cinema São Luiz

Dirigido por Mônica Lapa e João Cintra, "Ave Sangria - a banda que nunca acabou" tem histórias contadas por dois remanescentes da formação original

Por Laís Nascimento Publicado em 08/05/2026 às 13:43

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Banda icônica da psicodelia em Pernambuco, Ave Sangria estreia seu documentário neste domingo (10), no Cinema São Luiz, na área central do Recife.

“Ave Sangria - a banda que nunca acabou” é um filme dirigido por Mônica Lapa e João Cintra, e tem histórias contadas por dois remanescentes da formação original, Almir de Oliveira e Marco Polo. No dia 14 de maio, o longa chega ao Cinema da Fundação.

Além do rock psicodélico da banda e seu sucesso nos anos 1970, o documentário aborda desde a censura pelo regime militar até o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, em 2023.

Censura na ditadura militar

Flora Negri/Divulgação
Em 2023, banda Ave Sangria se tornou Patrimônio Cultural Imaterial do Recife - Flora Negri/Divulgação

No último mês de março, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania aprovou a indenização financeira vitalícia do Estado brasileiro à Ave Sangria - que se tornou a primeira banda anistiada do Brasil.

A decisão tardia é pela censura do disco de estreia da banda, intitulado “Ave Sangria”, por causa da faixa “Seu Waldir”, que ocasionou o fim do grupo. Cinquenta e dois anos depois, veio o reconhecimento público e o pedido de desculpas pela perseguição.

“Pode crer / Se não eu vou chorar muito, Seu Waldir / Pensando que vou lhe perder / Seu Waldir, meu amor”, diz a composição. À época, a censura teve como justificativa o "atentado à moral e aos bons costumes" por causa da letra que falava de amor de um homem por outro.

A música já estava entre as dez mais tocadas no Rio de Janeiro e todos os discos foram recolhidos das lojas.

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