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Acessibilidade no cinema brasileiro ainda enfrenta barreiras estruturais e baixa frequência de pessoas com deficiência, aponta pesquisa

Mais de mil pessoas foram ouvidas e a pesquisa reuniu 28 mil respostas; 51% dos participantes eram pessoas com deficiência, após mobilização nacional

Por Aisha Vitória Publicado em 27/03/2026 às 16:01

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A Universal Pictures e a Warner Bros. Pictures, em parceria com a Acessara, divulgaram os resultados da Pesquisa Nacional de Acessibilidade nos Cinemas, primeiro levantamento do tipo no país.

O estudo mapeia obstáculos enfrentados por pessoas com deficiência nas salas de exibição brasileiras e reúne dados para orientar melhorias no setor.

Dados da pesquisa

A pesquisa ouviu mais de mil pessoas e contabilizou mais de 28 mil respostas ao longo da mobilização, que incluiu campanhas online, ativações em sessões de filmes e participação em eventos do audiovisual. Entre os respondentes, 51% eram pessoas com deficiência.

Desse grupo, 39% declararam deficiência física, 29% deficiência auditiva ou surdez, 20% Transtorno do Espectro Autista (TEA) e 16% deficiência visual ou cegueira. A maioria dos participantes tem entre 25 e 44 anos, com predominância das gerações Millennial e Z.

Em relação à frequência nas salas de cinema, 47% dos entrevistados afirmaram ir de duas a cinco vezes por ano.

Já 23% das pessoas com deficiência disseram frequentar menos de uma vez por ano. O afastamento é mais acentuado entre pessoas com TEA, que apresentam a menor taxa de presença nos cinemas.

Representatividade nas telas

O levantamento também avaliou a percepção de pertencimento. Para 58% dos participantes, a representatividade de pessoas com deficiência nas produções audiovisuais ainda é superficial.

Além disso, 59% afirmaram raramente se identificar ou perceber a presença desse público nos filmes.

“A transformação depende da aplicação prática das ações. A integração acontece na experiência, e esperamos que este material contribua para ampliar o acesso à cultura, que é um direito fundamental”, afirmaram Amanda Lyra, CEO da Acessara, e Alessa Paiva, diretora de estratégia da consultoria.

Ampliação da acessibilidade

A parceria entre os estúdios e a Acessara, iniciada no ano passado, prevê a ampliação da acessibilidade em toda a cadeia de exibição, incluindo trailers, materiais de divulgação e filmes completos.

Atualmente, os lançamentos já contam com recursos como legendas descritivas, tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição.

A iniciativa também inclui o desenvolvimento contínuo de tecnologias e estratégias para ampliar o acesso ao cinema no país.

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