Alepe e Câmara do Recife propõem títulos de cidadão para Wagner Moura
Homenagens legislativas são de autoria do vice-presidente da Alepe, Rodrigo Farias (PSB), e do vereador Carlos Muniz (PSB); Ator concorre ao Oscar
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O protagonismo de Wagner Moura em "O Agente Secreto", filme ambientado no Recife, tem motivado homenagens ao ator, diretor e produtor baiano em Pernambuco. Ele se tornou o primeiro brasileiro a concorrer ao Oscar de Melhor Ator com o longa-metragem.
Nesta segunda-feira (2/2), na retomada dos trabalhos legislativos, o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Rodrigo Farias (PSB), protocolou a proposta de concessão do Título de Cidadão Pernambucano ao artista.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca "homenagear um dos maiores nomes da arte brasileira contemporânea, cuja trajetória mantém vínculos profundos com Pernambuco".
Na Câmara Municipal do Recife, já tramita, desde 13 de janeiro, um projeto de decreto legislativo que concede o Título de Cidadão Recifense ao ator. O pedido foi apresentado pelo vereador Carlos Muniz (PSB), logo após Moura vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator por O Agente Secreto.
"Wagner mergulhou na cultura e na história recifense para interpretar o personagem Marcelo. O longa também evidencia elementos locais, como o carnaval de rua e lendas urbanas da cidade, projetando a cultura do Recife no cenário internacional", afirmou o vereador.
Relação com o Recife
Ambientado no Recife de 1977, durante o Carnaval, "O Agente Secreto" acompanha Marcelo, professor universitário que retorna à cidade após anos em São Paulo e descobre estar sendo perseguido por matadores de aluguel.
Antes das filmagens, realizadas em 2024, Moura já mantinha uma relação antiga com a capital pernambucana. Há mais de duas décadas, protagonizou a peça A Máquina, dirigida pelo pernambucano João Falcão, encenada no Armazém 14, no Bairro do Recife, quando o espaço ainda funcionava de forma independente.
O espetáculo foi decisivo para o início de sua carreira. Durante a pré-estreia do filme na cidade, em setembro de 2025, o ator destacou a importância do Recife em sua trajetória, chamando-o de “vanguarda do cinema brasileiro”.
“Recife é uma cidade importantíssima na minha vida por várias razões. O manguebeat me influenciou a vida toda. Aconteceram momentos fundamentais da minha carreira aqui, especialmente com a peça A Máquina”, afirmou.
Ele também ressaltou o retorno às produções em português. “Fazia 12 anos que eu não atuava em português. Estar no Nordeste, sobretudo no Recife, fazendo esse filme com Kleber, foi muito significativo. Criei amizades que levarei para sempre.”
Além dos vínculos profissionais, Moura tem raízes familiares no Sertão pernambucano. Ele cresceu em Rodelas, município baiano próximo à divisa com Pernambuco.
Prêmios
Em 2025, o ator conquistou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes por O Agente Secreto, consolidando um processo contínuo de internacionalização da carreira.
Esse movimento inclui a projeção global com a série Narcos, da Netflix, e a participação recente em Guerra Civil (2024), produção que teve bom desempenho de bilheteria nos Estados Unidos.
Na disputa pelo Oscar, Timothée Chalamet aparece entre os favoritos na categoria de Melhor Ator por Marty Supreme, mas a corrida segue aberta, com nomes como Leonardo DiCaprio também cotados.