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Recifense Silva Barros coloca a bateria no papel central do disco 'Ponto de Fuga'

Disco busca reposicionar o papel do baterista na música instrumental contemporânea: 'Instrumento pode ser ponto de partida para uma ideia musical'

Por JC Publicado em 13/01/2026 às 18:00

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A bateria assume papel central em "Ponto de Fuga", primeiro disco do recifense Silva Barros à frente do projeto Silva Barros & Grupo. O instrumento funciona como eixo da obra, dando vazão a uma criação ligada a vivências pessoais, atravessamentos geográficos e reflexões sobre o tempo.

Inserido no campo da música instrumental brasileira contemporânea, o projeto busca reposicionar o papel do baterista nesse universo. "Existe essa ideia de que o baterista é só quem segura a base. Mas a bateria também pode dialogar com melodia, com harmonia, ser ponto de partida para uma ideia musical", afirma Silva.

"Esse trabalho representa quem eu sou: como músico, baterista, compositor, músico negro. É uma tentativa de ser ponte, de levar música para onde ela puder e merecer chegar", continua

Gravado no Estúdio Carranca, no Recife, o disco apresenta uma formação de quarteto com Henrique Albino (sax tenor e flautas), Emerson Coelho (vibrafone) e Filipe de Lima (contrabaixo acústico), além de Silva Barros na bateria e nas composições.

Suíte

SIDARTA/DIVULGAÇÃO
Silva Barros lança 'Ponto de Fuga', primeiro disco do recifense com o projeto Silva Barros &Grupo - SIDARTA/DIVULGAÇÃO

O eixo conceitual do álbum se organiza em torno de uma suíte em três movimentos, formada pelas faixas “Ponto de Fuga”, “Araripe” e "Chegada".

As duas últimas já haviam aparecido no EP "Desertanu" (2022), mas retornam agora com novos arranjos.

Segundo Silva, as três músicas funcionam como uma espécie de personagem — ele próprio — atravessando o período da pandemia, o que se materializa em relações rítmicas, harmônicas e melódicas.

"O Ponto de Fuga é esse lugar de caos, de não entender o que estava acontecendo, e a busca por sair dali. Araripe é a travessia. Chegada já traz essa ideia de transformação, que eu relaciono tanto com a paisagem do sertão e a chegada da chuva, como também com a chegada da minha filha Açucena", conta.

O álbum foi realizado com incentivo do Edital Multilinguagens – Recife Criativo (PNAB).

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