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Recife e Olinda celebram tradicional Queima da Lapinha neste Dia de Reis

No Pátio de São Pedro, capital reúne 15 pastoris e três orquestras de frevo; em Olinda, cerimônia terá gravação do primeiro disco de Mestra Ana Lúcia

Por Emannuel Bento Publicado em 05/01/2026 às 13:13 | Atualizado em 05/01/2026 às 13:15

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O Dia de Reis, que marca o encerramento das celebrações de esperança para o ano novo, será celebrado no Recife e em Olinda com a tradicional Queima da Lapinha, cerimônia da cultura popular nordestina.

Na capital pernambucana, a concentração está marcada para as 16h, na Rua Nova, no bairro de Santo Antônio, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares. De lá, o cortejo segue pela Avenida Dantas Barreto, passa em frente à Igreja de Nossa Senhora do Carmo e chega ao Pátio de São Pedro, onde ocorre a queima da Lapinha.

Antes da cerimônia, o público é convidado a escrever pedidos em pequenos pedaços de papel, que são colocados na Lapinha e consagrados ao fogo, simbolizando desejos e esperanças para o novo ano.

Pastoris e orquestras

MARCOS PASTICH/RECIFE
Cortejo da Queima da Lapinha, que encerra o Ciclo Natalino Recife - MARCOS PASTICH/RECIFE

O evento reunirá 15 pastoris, além das orquestras de frevo Frevo Mix, 19 de Fevereiro e Mendes e Sua Orquestra, antecipando o clima da folia de Momo. Também participam o Bloco da Saudade e o grupo Inclusão Cia de Dança.

O homenageado de 2026 será o Pastoril Menino Jesus da Vovó Bibia, fundado em 1986 pela artista popular Severina Araújo Brito, conhecida como Vovó Bibia. Coordenada por Aparecida Brito, a agremiação conta com 18 integrantes.

Além do homenageado, participam do cortejo os pastoris Sereias Teimosas, Sonho de uma Adolescente, Angel de Brasília Teimosa, Brincantear, Estrela Brilhante, Estrela do Mar, Giselly Andrade, Jardim da Alegria, Lindas Ciganas, Luz do Amanhecer, Tia Nininha, Viver a Vida 3ª Idade, Vovó Alzira e Nossa Senhora do Rosário.

Olinda

OLINDA/DIVULGAÇÃO
Cortejo antecede Queima da Lapinha, em Olinda - OLINDA/DIVULGAÇÃO

Em Olinda, a cerimônia é comandada pelo Pastoril Estrela de Belém, com apresentação às 20h. O cortejo tem início no bairro do Amaro Branco, no Ponto de Cultura Casa da Mestra Ana Lúcia, e percorre ruas históricas da cidade até a Igreja do Bonfim, onde acontece a apresentação principal.

O Estrela de Belém é liderado pela Mestra Ana Lúcia, reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Neste ano, a Queima da Lapinha contará com a gravação ao vivo de uma das faixas do primeiro disco oficial da mestra, projeto de autoria de Mestra Elaine Una, que também atua como coordenadora do Ponto de Cultura.

O evento é realizado pelo Ponto de Cultura Casa da Mestra Ana Lúcia e pelo Ponto de Cultura Quilombo Casa, em parceria com o coletivo Amigos do Bonfim e com apoio da Prefeitura de Olinda.

História

Trazida pelos jesuítas no século 19, a tradição da Queima da Lapinha tem simbolismo ligado à manjedoura onde nasceu o Menino Jesus e ao dia da visita dos três reis magos.

Feita de folhagens secas e incensos, a Lapinha é queimada como forma de consagrar ao fogo desejos e esperanças para o ano que se inicia.

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