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'Fui engolido pelo cinema, mas nunca deixei de viver o teatro', diz Jesuíta Barbosa, de volta ao Recife com peça

Ator estrela "Sonho Manifesto", com texto e direção de Marcio Abreu e produção da Companhia Brasileira de Teatro, no Teatro de Santa Isabel

Por Emannuel Bento Publicado em 11/12/2025 às 17:47

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Após protagonizar um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional, "Homem com H", o ator pernambucano Jesuíta Barbosa retorna ao Recife com um novo trabalho no teatro.

Ele estrela "Sonho Manifesto", com texto e direção de Marcio Abreu e produção da Companhia Brasileira de Teatro, que celebra 25 anos de trajetória. As apresentações acontecem no Teatro de Santa Isabel nesta sexta (12) e sábado (13), às 20h, e no domingo (14), às 18h.

Ao JC, Jesuíta destacou a importância de permanecer nos palcos, onde iniciou sua formação. "Comecei fazendo licenciatura em teatro, em Fortaleza, e foi quando passei a entender como seria viver de teatro na minha cidade. Cheguei a pensar em ser professor, mas achei muito difícil", afirma.

"Trabalhei e vivi de teatro por um tempo, depois enveredei para o cinema. Acabei sendo engolido por esse lugar do cinema, que eu gosto muito, mas nunca deixei de viver o teatro — no sentido de presenciar e assistir aos espetáculos", acrescenta.

Enredo

ETHEL BRAGA/DIVULGAÇÃO
Imagem de 'Sonho Elétrico', peça da companhia brasileira de teatro - ETHEL BRAGA/DIVULGAÇÃO
ETHEL BRAGA/DIVULGAÇÃO
Imagem de 'Sonho Elétrico', peça da companhia brasileira de teatro - ETHEL BRAGA/DIVULGAÇÃO
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Imagem de 'Sonho Elétrico', peça da companhia brasileira de teatro - ETHEL BRAGA/DIVULGAÇÃO
ETHEL BRAGA/DIVULGAÇÃO
Imagem de 'Sonho Elétrico', peça da companhia brasileira de teatro - ETHEL BRAGA/DIVULGAÇÃO

Em "Sonho Elétrico", um integrante de uma banda, interpretado por Jesuíta, é atingido por um raio. Em estado de coma, entre a vida e a morte, ele passa a revisitar memórias, sonhos e a esperança de renascer.

O elenco reúne ainda Jessyca Meyreles, Idylla Silmarovi e Cleomácio Inácio. Entre as referências que atravessam a criação, está a obra do neurocientista e escritor Sidarta Ribeiro. "É um espetáculo que investiga o sonho, o sonhar, algo singular ao ser humano. No livro do Sidarta encontramos muitas dessas possibilidades de imaginar e sonhar", explica o ator.

Para Jesuíta, os quatro personagens acabam se tornando uma mesma entidade cênica. "Eles tentam tirar essa pessoa do coma, que é uma metáfora da nossa própria realidade, para acordar num mundo mais possível."

Além de Sidarta Ribeiro, o texto de Abreu incorpora colaborações de diversos parceiros, trazendo vivências pessoais e coletivas. "Na peça, o artista representa essa possibilidade de pensamento. Quando pensamos demais, empurramos a sociedade para uma transformação. Gosto muito do espetáculo porque conseguimos traduzir questões íntimas numa dramaturgia arriscada, mas muito potente", avalia.

Homem com H

Sobre o impacto de "Homem com H" em sua carreira, Jesuíta diz que o filme “foi uma conquista para todo mundo que fez”.

"Eu tinha muita vontade de fazer, me dediquei muito no teste. O filme demorou dois anos para começar, mas eu já mandava vídeos antes. Sabia que seria uma obra que me faria muito bem e também faria bem a quem assistisse", comenta.

Para ele, o aspecto mais desafiador foi entender como a produção construiria a “máscara” de Ney Matogrosso. "Era a vida de uma pessoa viva, acompanhando o processo. Isso tinha uma importância enorme. Foi uma das coisas mais significativas que já fiz."

SERVIÇO
Sonho Elétrico, da companhia brasileira de teatro
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Quanto: R$ 25 a R$ 100, à venda no Sympla

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