Roy Orbison, tragédias, sucessos, disco perdido

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JC

Publicado em 24/12/2015 às 13:32 | Atualizado em 24/12/2015 às 14:23
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roy-orbison-649x337 One of the Lonely Ones, disco “perdido”, de Roy Orbison foi, finalmente, lançado 46 anos depois de gravado. Quem ainda quer saber de Roy Orbison? questiona o coroa blasé. Quem é Roy Orbison? Pergunta o jovem de vinte e poucos anos, idem. Bem, o cara é um clássico e,  portanto, atemporal. Foi um dos pais do rock-a-billy, a mistura de country & western com boogie-woogie, preparada no pequeno estúdio da Sun Records, em Memphis, Tennessee, em emados dos anos 50. Assim como os contemporâneos de Sun Records, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, e Johnny Cash, Roy Orbison e Carl Perkins, teve uma vida tão bem sucedida profissionalmente, quanto trágica pessoalmente. , “Um dos Solitários”, reporta-se não apenas ao persona assumido por Orbison, o sujeito que cantava sobre solidão, vestia-se de preto, obrigatórios óculos escuros como complemento. Até 1965, ele foi um dos maiores frequentadores das paradas de sucesso, sem deixar de ser um original. Com Pretty Woman, naquele ano, ele foi um dos poucos  roqueiros americanos que conseguiu encarar a avalanche britânica comandada pelos Beatles (que abriram shows de Orbison na Inglaterra e Escócia três anos antes). Com uma voz cujo registro fica entre o tenor e o barítono, descendo e escalando oitavas faclmente. Roy Orbison criava canções complexas, sempre com duas ou três melodias embutidas. Muitos o consideram um dos cinco maiores cantores do rock, com gente achando que foi o melhor. Em 1966 a mulher de Roy Orbison, Claudette (cujo nome é título de um de seus hits), faleceu em um desastre de moto (guiada por ele). Dois anos mais tarde, os dois filhos do cantor morreram num incêndio da casa em que moravam em Hendersonville, Tennessee, enquanto Orbison estava em turnê na Inglaterra, onde continuava ídolo. Dentro de um ano voltaria aos estúdios da MGM para gravar um dos mais doloridos álbuns da história do rock: One of the Lonely Ones, que a gravadora decidiu engavetar. One of the Lonely Ones começa com You Never Walk Alone (Rodgers and Hammerstein), e segue com baladas sombrias, algumas prejudicadas por arranjos de cordas em demasia. Child Woman, Woman Child, a mais rock 'n' roll do disco, é uma espécie de sequencia de Pretty Woman. Um álbum que se assemelha ao Plastic Ono Band, que John Lennon lançou em 1970. São álbuns catárticos, momentos em que o artista exorciza com música  o que lhe corrói o espírito. 50 ANOS One of the Lonely Ones foi o início de uma homenagem prestada pela Universal Music para assinalar os 50 anos da contratação de Roy Orbison, em 1965, por uma soma recorde na época: 1 milhão de dólares, pela MGM.  Ele recompensou a gravadora com 11 hits internacionais, e 40 músicas nas paradas da Billboard. A Universal Music (que detém os direitos do catálogo da MGM) lançou  onze álbuns na caixa intitulada MGM Years, incluindo One of the Lonely Ones, o álbum que, felizmente, não está mais perdido. Confiram Roy Orbison em Child Woman, Woman Child: https://www.youtube.com/watch?v=1qd0c4NOrWo  

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