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Caso Miguel: julgamento de recurso de Sari Corte Real é adiado no TJPE

A sessão da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco aconteceu nesta quinta-feira (1) porém foi adiada após pedido de vista do processo

Por Anaís Coelho Publicado em 01/10/2026 às 16:24 | Atualizado em 01/10/2026 às 17:57

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O julgamento do processo relacionado à morte de Miguel Otávio Santana, foi adiado nesta quinta-feira (1), durante sessão da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O processo estava previsto para ser analisado a partir das 14h.

Durante a sessão, a maioria dos desembargadores votou pela rejeição do recurso apresentado pela defesa de Sari, porém o desembargador Carlos Gil pediu vista do processo. Com isso, o julgamento foi suspenso e deverá ser retomado na próxima semana.

Processo de Sari Corte Real

Em maio deste ano, a Seção Criminal do TJPE manteve, por seis votos a cinco, a pena de sete anos de reclusão, em regime inicial fechado, para Sari Corte Real. Ela foi condenada por abandono de incapaz com resultado morte.

Na ocasião, os desembargadores rejeitaram um recurso da defesa, que buscava reduzir a pena para seis anos e modificar o regime inicial para o semiaberto.

Apesar da manutenção da pena, Sari permaneceu com o direito de recorrer em liberdade. Segundo o TJPE, ainda há possibilidade de apresentação de recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Caso Miguel

Miguel Otávio tinha 5 anos quando morreu, em 2 de junho de 2020, após cair do nono andar de um edifício conhecido como Torres Gêmeas, no Centro do Recife.

Naquele dia, Mirtes trabalhava como empregada doméstica no apartamento de Sari Corte Real. A mãe havia descido para passear com o cachorro dos patrões quando Miguel entrou em um elevador.

Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que Sari encontrou o menino no elevador e acionou um dos comandos antes de ele seguir sozinho para outro andar.

Miguel chegou a uma área de acesso restrito e caiu de uma altura de aproximadamente 35 metros. Sari foi posteriormente denunciada e condenada por abandono de incapaz com resultado morte.

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Anaís Coelho

acoelho@jc.com.br

Estagiária, estudante de Jornalismo pela faculdade Estácio.