TJPE mantém afastamento de ex-diretor da Penitenciária de Petrolina suspeito de corrupção

Alessandro Barbosa Martins de Sousa está proibido de exercer as funções públicas desde agosto de 2025, quando foi alvo de operação policial

Por Raphael Guerra Publicado em 14/09/2026 às 9:02 | Atualizado em 14/09/2026 às 9:04

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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve o afastamento das funções públicas do policial penal Alessandro Barbosa Martins de Sousa, ex-diretor da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, localizada em Petrolina, no Sertão. Ele é suspeito de participação num esquema de corrupção que garantia privilégios a presos em troca de propina. 

A defesa apresentou pedido de liminar solicitando que o ex-diretor pudesse voltar às atividades sob o argumento de que a proibição "carece de fundamentos contemporâneos para justificar sua continuidade". Alessandro foi alvo de operação em agosto de 2025, quando foi afastado das funções públicas e passou a usar tornozeleira eletrônica - medida cautelar revogada em abril deste ano. 

Na decisão monocrática, o desembargador Mauro Alencar de Barros, da 2ª Câmara Criminal do TJPE, pontuou que a suspensão da função pública tem relação direta com o crime investigado.

"Os fatos teriam sido praticados justamente mediante instrumentalização da função pública exercida na unidade prisional. Assim, embora o tempo de duração da medida imponha reavaliação rigorosa, ainda subsiste fundamento concreto para sua manutenção, ao menos até a conclusão do inquérito", disse trecho da decisão. 

A investigação indica que valores via Pix teriam sido repassados ao ex-gestor como propina para liberação de entrada de drogas, bebidas alcoólicas, celulares e negociação de venda de cantinas e até camas na unidade prisional. Mensagens de WhatsApp, anexadas ao processo, serviram de provas.

O inquérito foi concluído pela Polícia Civil no mês passado. Nove pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-diretor. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ainda não se posicionou sobre o caso. 

O grupo deve responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa e ingresso ou facilitação de ingresso de aparelho telefônico em estabelecimento prisional.

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Raphael Guerra

rguerra@tvjornal.com.br

Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Desde 2011, faz a cobertura de temas ligados ao cotidiano, com foco em segurança pública, Justiça e direitos humanos. Escritor, com dois livros-reportagem publicados. Mais de 30 prêmios de jornalismo, entre nacionais e regionais. Me siga no Twitter: @raphaelguerra