Segurança | Notícia

Polícia investiga golpe com reservas de hotel em Fernando de Noronha

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Pernambuco e na Paraíba. Pelo menos dez pessoas já foram vítimas da organização criminosa

Por Laís Nascimento Publicado em 12/09/2026 às 11:30

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A Polícia Civil de Pernambuco investiga, desde maio, uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em reservas de hospedagem e pacotes de viagem para Fernando de Noronha.

A Operação de Repressão Qualificada Antillia, deflagrada na quinta-feira (10), cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Pernambuco e na Paraíba: um em Noronha, três em João Pessoa e dois em Campina Grande. A operação contou com apoio da Polícia Civil da Paraíba e até o momento, não houve prisões.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam criado páginas falsas de reservas utilizando a identidade visual, o layout e informações de um hotel verdadeiro de Fernando de Noronha.

Com pequenas alterações na grafia dos endereços eletrônicos, os sites fraudulentos direcionavam as vítimas para números de telefone e contas bancárias controladas pelos investigados.

De acordo com o delegado Paulo Gustavo Ribeiro, o hotel utilizado como fachada existe e funciona regularmente. Não há indícios de participação do estabelecimento no esquema.

“Os criminosos se apropriaram da identidade visual, do layout e de informações do hotel para criar um site muito semelhante ao verdadeiro. Eles conseguiam induzir as vítimas ao erro e fazer com que pagamentos fossem realizados diretamente para contas utilizadas pelos estelionatários”, explicou.

Dez vítimas já foram identificadas. Os golpes atingiam principalmente pessoas interessadas em contratar hospedagens e pacotes de viagem para Fernando de Noronha.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos, documentos e outros materiais que podem ajudar a polícia a esclarecer a estrutura e a dimensão do esquema.

Os endereços investigados eram utilizados pelos suspeitos e, em alguns casos, correspondiam a imóveis residenciais ou estabelecimentos comerciais.

Segundo a Polícia Civil, um dos locais investigados seria o endereço de uma empresa que também pode ter sido vítima do esquema. Os dados do estabelecimento teriam sido utilizados pelos criminosos como fachada.

A apuração começou com a identificação de possíveis crimes de estelionato. Com o avanço das investigações, outros delitos poderão ser apontados, segundo a Polícia Civil, entre eles fraude eletrônica, falsidade ideológica e associação criminosa.

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Laís Nascimento

laisnascimento@jc.com.br

Jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é repórter Cultura.