Polícia Militar de PE confirma mudanças para impedir imagens irregulares nas redes sociais
Alterações atendem à recomendação do MPPE, que pede punição para policiais que expõem imagens de suspeitos, armas e fardas em páginas não oficiais
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A Polícia Militar afirmou que fará mudanças na norma interna para impedir publicações irregulares feitas por integrantes da corporação em páginas não oficiais nas redes sociais. A decisão atende à recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que pede, inclusive, punição para os policiais que expõem imagens de suspeitos de crimes, armas de fogo e fardas sem autorização na internet.
"A Corporação ratifica que os normativos internos estão sendo adequados e que analisará as diretrizes que serão implementadas para inibir e impedir qualquer descumprimento", informou a PMPE em nota.
O MPPE deu prazo de até 45 dias para que o Comando da PM revise as normas internas. A recomendação também prevê que seja intensificada a fiscalização quanto ao cumprimento das normas que regulam o uso de redes sociais por militares.
A recomendação do MPPE teve como base também um estudo do Instituto Sou da Paz, intitulado "Policiais Influenciadores: regulação do uso de redes sociais por policiais no Brasil". O levantamento apontou que 28% das polícias brasileiras não possuem regulação sobre o uso de redes sociais por agentes de segurança.
Segundo a pesquisa, publicada em abril deste ano, embora a maioria das normas nos estados proíba a veiculação de conteúdo político-ideológico associado à corporação, poucas especificam claramente o que caracteriza esse tipo de conteúdo ou estabelecem diretrizes para situações como candidaturas ou exercício de mandatos políticos.
PUBLICAÇÃO INDEVIDA
Em março, o MPPE solicitou à Polícia Militar a apuração da participação e responsabilidade de policiais pela publicação indevida de imagens e nomes completos de adolescentes apreendidos.
Segundo o MPPE, o perfil @gati_arcanjo, no Instagram, mostrou imagens de dois adolescentes de 17 anos apreendidos em uma residência no bairro da Mirueira, em Paulista, no Grande Recife, na noite de 11 de março de 2026. O perfil, com milhares de seguidores, seria alimentado por PMs do 17º Batalhão, com sede em Paulista, no Grande Recife.