Alerta: senha 123456 ainda é uma das mais usadas e vulneráveis para golpes virtuais
Levantamento da NordPass mostra que senhas fracas continuam sendo a principal porta de entrada para fraudes, com prejuízos financeiros para as vítimas
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Apesar do aumento dos golpes virtuais, o uso de senhas simples ainda é muito comum, aumentando os riscos de prejuízos aos usuários. Levantamento da NordPass, empresa especializada em gerenciamento de senhas, apontou que o "123456" continua sendo bastante escolhido como opção - e os criminosos estão atentos a isso.
Os golpes virtuais crescem a cada ano no País, por isso é preciso ter atenção redobrada. Em 2018, foram registrados 426 mil casos. Cinco anos depois, em 2023, as queixas saltaram para mais de 1,9 milhão.
O cenário se torna ainda mais crítico quando se observa que nem mesmo organizações renomadas estão imunes. Um caso recente envolveu o Museu do Louvre, em Paris, cujo sistema de vigilância utilizava o próprio nome da instituição como senha.
Em 5 de maio, foi celebrado o Dia Mundial da Senha, como forma de conscientização para os riscos.
"Muitas pessoas ainda encaram a criação de senhas como um detalhe técnico. Mas uma senha fraca é um risco de segurança que pode levar à exposição de dados sensíveis e até a prejuízos financeiros", alertou Felipe Tambelini, diretor de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco.
Confira algumas dicas de proteção:
- Crie senhas fortes e longas: misture letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais (!, @, #, $, %);
- Fuja do óbvio: não use CPF, datas de aniversário, sequências simples (ex.: 1234) ou números repetidos (ex.: 1111);
- Evite repetições: não use a mesma senha para diferentes serviços;
- Use um cofre de senhas: memorizar muitas senhas longas é um desafio. Para isso, existem gerenciadores digitais que armazenam senhas de forma criptografada e segura;
- Ative camadas extras de proteção e monitore seus dados: habilite a biometria e o segundo fator de autenticação sempre que possível.