Vigilante de posto de saúde no Recife é preso por furtar remédios para vender a vizinhos e amigos
Segundo a Polícia Civil, suspeito de 32 anos confessou que estava praticando o crime há um ano, aproveitando que trabalhava no horário noturno
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Um vigilante de 32 anos foi preso suspeito de furtar remédios de um posto de saúde da família (PSF) localizado no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, para vender a amigos e vizinhos. Segundo a Polícia Civil, parte dos medicamentos foi encontrada na casa dele, na quinta-feira (5).
"Recebemos denúncias de que havia uma pessoa vendendo medicamentos controlados em sua residência. A polícia passou a investigar e localizamos na casa desse indivíduo diversos medicamentos, incluindo de uso controlado, antibióticos e psiquiátricos", contou a delegada Patrícia Domingos.
De acordo com a polícia, o suspeito, que não teve o nome divulgado, confessou o crime.
"Ele acabou admitindo que, como vigilante há um ano, aproveitava o horário de trabalho noturno para furtar medicamentos da farmácia do PSF após entrar na sala da gerência e descobrir qual era a chave que abria a porta. Disse que vendia para amigos e vizinhos, em troca de ajuda financeira. Isso se configura como crime de tráfico ilícito de entorpecentes. Ele também será indiciado pelo furto qualificado", afirmou.
Por enquanto, a investigação indicou que o vigilante agiu sozinho, embora trabalhasse com outro profissional no horário noturno.
"A gente vai ouvir funcionários do posto de saúde e saber se eles se deram conta ou não da falta desses medicamentos. E, se perceberam, por qual motivo não fizeram a denúncia à polícia", pontuou a delegada.
A polícia informou que fará um levantamento dos medicamentos apreendidos e o valor deles para entender o prejuízo aos cofres públicos.
PRÓXIMAS FASES DA INVESTIGAÇÃO
A delegada Patrícia Domingos revelou que também vai investigar se alguma farmácia adquiriu medicamentos furtados pelo vigilante.
"Caso haja essa descoberta, o responsável técnico ou proprietário desse estabelecimento comercial vai responder pelo crime de receptação e tráfico ilícito de entorpecentes, que é justamente você comercializar remédio controlado sem ser autorizado para fazer esse tipo de comércio ou para receitar esse tipo de medicamento", disse.
Quem comprou remédios furtados pode responder pelo crime de receptação.
"Isso se configura quando você adquire um produto que sabe ou deveria imaginar que seria fruto de um crime. Toda pessoa que está comprando remédio controlado ou qualquer outro tipo de medicamento de um lugar que não é numa farmácia tem que ter a consciência de que pode, sim, responder por receptação", declarou a delegada.
"Esses medicamentos são distribuídos gratuitamente para as pessoas mais carentes. Quem está comprando esse remédio tem que parar e pensar que está contribuindo para prejudicar a própria comunidade aonde vive", completou.