Carnaval: alerta para golpes com sites falsos de venda de ingressos
Especialista reforça que foliões precisam redobrar os cuidados para evitar prejuízos ao tentarem adquirir ingressos em canais não oficiais
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Com uma série de opções de prévias, camarotes e outros espaços de festas pagas durante o período de Carnaval, o folião precisa redobrar os cuidados para não cair em golpes digitais, com prejuízo financeiro.
O advogado e professor universitário Glebson Bezerra reforça que a venda de ingressos e de abadás falsos é muito comum nessa época do ano.
"Criminosos criam sites falsos que imitam os oficiais ou perfis falsos em redes sociais, vendendo ingressos que não existem. Muitas vítimas só descobrem a fraude ao chegar ao evento e tentar entrar", explica.
A orientação é ter cautela na hora de realizar as compras pela internet.
"Verifique se o site começa com HTTPS e se há o cadeado de segurança no navegador. Desconfie de ofertas muito abaixo do preço de mercado, pois os golpistas atraem as vítimas com preços supostamente irresistíveis."
Outro golpe recorrente envolve o Pix, com o uso de QR Codes adulterados em pontos de venda, blocos de rua ou junto a vendedores ambulantes.
VÍTIMA DE GOLPES VIRTUAIS TEM DIREITOS
Bezerra pontua que o consumidor vítima de golpe digital tem direitos garantidos por lei.
"O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou de forma eletrônica. Em seguida, é fundamental bloquear cartões e contas bancárias, caso tenha ocorrido fraude financeira", diz.
A recomendação é monitorar contas e e-mails e denunciar o golpe ao Procon, ao Banco Central e às autoridades competentes.
Bancos, plataformas de pagamento e sites de venda de ingressos podem ser responsabilizados.
"A responsabilização não é automática. Depende da comprovação de falha na segurança das plataformas, o chamado fortuito interno, ou da participação dessas empresas na cadeia de fornecimento. O Código de Defesa do Consumidor prevê, em muitos casos, a responsabilidade objetiva, desde que fique comprovado o prejuízo e o nexo causal com a falha do serviço", diz o professor da Estácio.
Às vítimas, a orientação é reunir o máximo de documentos. "Comprovantes de pagamento, prints de conversas e de anúncios, protocolos de atendimento e o boletim de ocorrência fazem toda a diferença", ressalta Bezerra.