Operação investiga empresários e PMs por venda ilegal de armas em Pernambuco e mais 3 estados
Quatro policiais militares foram afastados das funções nesta terça-feira (27). Pelo menos 200 mil munições e 700 armas foram apreendidas
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Empresários e policiais militares de Pernambuco e mais três estados foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (27). Eles são suspeitos de integrar um grupo especializado na venda ilegal de armas de fogo e munições para facções criminosas.
Essa é a segunda fase da operação Fogo Amigo II, resultado de investigação do Ministério Público da Bahia com a Polícia Federal. Quatro policiais militares foram afastados das funções por determinação judicial.
Já os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços residenciais e comerciais nos municípios de Araripina e Petrolina, ambos no Sertão de Pernambuco; e em Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro, localizados em Alagoas.
A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de duas lojas que comercializavam as armas de fogo e munições de forma irregular.
As corregedorias das polícias militares da Bahia e de Pernambuco e o Exército Brasileiro também participaram da operação.
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
POLICIAIS PRESOS NA PRIMEIRA FASE
Na primeira fase da operação, em maio de 2024, foram presos policiais militares, empresários e CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) em Pernambuco, Bahia e Alagoas.
As investigações foram iniciadas no ano anterior, após denúncias de que uma facção criminosa estava sendo instalada em Juazeiro e que estaria recebendo armas e munições para cometer homicídios na região.
Um ex-subcomandante da PM lotado em Salvador (BA), um capitão, oito praças, um bombeiro militar e um sargento lotado no 5º Batalhão da PM, em Pernambuco, estavam entre os presos.
Na primeira fase, a Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de R$ 10 milhões e a suspensão da atividade econômica de três lojas.
O nome da operação, Fogo Amigo, faz alusão ao fato de que os policiais vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados e que acabam sendo utilizadas contras os próprios órgãos de segurança pública.