Após 10 meses, polícia não descobriu autor da morte de folião na saída do Galo da Madrugada

Homicídio de João Amâncio Neto, 32 anos, ocorreu após uma suposta discussão em 1º de março de 2025. Familiares afirmaram que assassino seria policial

Por Raphael Guerra Publicado em 14/01/2026 às 10:23

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A morte do caldeireiro João Amâncio Neto, de 32 anos, continua impune após mais de dez meses. A Polícia Civil de Pernambuco ainda não descobriu quem foi o autor do crime ocorrido após o desfile do Galo da Madrugada, na área central do Recife, em 1º de março de 2025. 

Testemunhas contaram, na época do homicídio, que um amigo de João teria esbarrado em uma foliã, que reagiu e deu início a uma discussão na Avenida Sul, na altura do bairro do Cabanga. O caldeireiro teria se aproximado para intervir e acabou atingido por um tiro no tórax supostamente disparado pelo companheiro da mulher. O amigo de João também foi baleado no queixo, mas sobreviveu.

Parentes de João contaram que o responsável pelos tiros teria sido um policial e que ele teria sido abordado e liberado por militares que faziam ronda no local após mostrar uma carteira, semelhante a um distintivo policial. 

Os mesmos policiais, segundo as testemunhas, prestaram socorro às vítimas. João Amâncio foi colocado no porta-malas da viatura e encaminhado ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, onde morreu.

Esses policiais foram ouvidos na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, mas negaram ter abordado e liberado o autor do crime. 

FAMÍLIA E AMIGOS FRETARAM ÔNIBUS PARA FOLIA

A vítima, fantasiada do personagem Fred Flintstone, estava com familiares e amigos no Galo da Madrugada. Moradores do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, eles haviam fretado um ônibus para levá-los para a folia.  

João deixou esposa, com quem vivia havia cerca de 12 anos, e dois filhos - sendo um de 12 e outro de cinco anos. 

INVESTIGAÇÕES EM ANDAMENTO

Questionada pela coluna Segurança, a Polícia Civil de Pernambuco se pronunciou por meio de uma nota oficial. No texto, afirmou que o caso segue sob investigação por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Homicídios (1ª DPH). Nenhum detalhe foi revelado. 

A nota disse ainda que, em paralelo, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) segue com uma investigação preliminar do caso. Isso ocorre quando há suspeita da participação de algum agente de segurança pública. 

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