Caso Esther: MPPE denuncia 3 acusados por envolvimento na morte de criança em São Lourenço da Mata
Promotoria também solicitou a manutenção da prisão preventiva de Fernando Santos de Brito, 31, apontado como autor do homicídio qualificado
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou três acusados de envolvimento na morte da menina Esther Isabelly Pereira da Silva, de 4 anos. O crime ocorreu em São Lourenço da Mata, no Grande Recife.
A denúncia da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de São Lourenço da Mata foi encaminhada na terça-feira (16) à Justiça, menos de dez dias após a solicitação de novas diligências à Polícia Civil, que havia indiciado apenas dois suspeitos. O MPPE não informou quais provas foram acrescentadas ao inquérito.
Fernando Santos de Brito, de 31 anos, foi denunciado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa) e por ocultação do cadáver. Ele morava na casa onde o corpo de Esther foi encontrado numa cacimba, na tarde de 21 de outubro deste ano - um dia após o desaparecimento dela.
Exames de DNA comprovaram que fragmentos de sangue achados com uso de luminol no quarto de Fernando eram da menina. A perícia também indicou que manchas de sangue na parede eram dele.
Contradições no depoimento do acusado, em relação a horários, também foram identificadas. Enquanto ele disse que havia ido para a casa da mãe no horário do desaparecimento de Esther, testemunhas contaram que viram ela sendo levada para a casa dele.
A menina brincava com o irmão perto de casa, num campo do bairro do Pixete, quando foi levada por um desconhecido.
A hipótese de abuso sexual foi descartada. Segundo a polícia, o laudo sexológico deu negativo.
A polícia não conseguiu concluir qual teria sido a motivação do crime. Mas descobriu que Fernando estaria sob efeito de drogas e álcool no momento em que Esther foi morta.
A 1ª Promotoria de Justiça Criminal de São Lourenço da Mata também solicitou que a prisão preventiva dele seja mantida.
OUTROS DENUNCIADOS À JUSTIÇA
Uilma Ferreira dos Santos, que tinha um relacionamento com Fernando, foi denunciada por ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo as investigações, ela fez uma faxina na residência onde o crime foi praticado na tentativa de apagar provas. Chegou, inclusive, a tentar vender os móveis.
Ela estava presa temporariamente, mas o MPPE solicitou que ela tenha a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares.
Fabiano Rodrigues de Lima também foi denunciado por ocultação de cadáver e fraude processual. Na conclusão do inquérito, a Polícia Civil havia decidido não indiciá-lo, sob o argumento de que não havia provas contra ele - apesar de ter conhecimento de que ele havia ajudado a limpar a residência.
Ele estava preso preventivamente, mas agora também deve cumprir apenas medidas cautelares.
Caberá à Vara Criminal de São Lourenço da Mata decidir se aceita a denúncia. A coluna não conseguiu contato com as defesas dos acusados.