VIOLÊNCIA | Notícia

MPPE denuncia grupo acusado de aplicar golpes em idosos no interior de Pernambuco

Segundo investigação, criminosos abordavam vítimas na entrada de agências bancárias, oferecendo "ajuda" para saques, mas subtraíam senhas e cartões

Por Raphael Guerra Publicado em 29/03/2025 às 9:46

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) encaminhou à Justiça denúncia contra 11 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa que aplicava golpes em idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade em municípios do interior. 

Segundo a investigação, o grupo atuava principalmente na porta de agências bancárias de pequeno porte, onde abordava as vítimas, oferecendo "ajuda" para realização de saques e outras operações financeiras. Com o uso de artifícios fraudulentos, os criminosos subtraíam cartões e senhas dessas pessoas, efetuando transações indevidas, saques e empréstimos em nome delas.

Para a Promotoria de Justiça de Serrita, responsável pela denúncia, o grupo era "estruturado, estável e com divisão de tarefas". Havia integrantes que faziam as abordagens, enquanto outros eram encarregados da parte técnica e logística.

A investigação indicou que os criminosos agiram entre março de 2023 e fevereiro de 2025, nos municípios de Cedro, Serrita e Parnamirim, todos no Sertão de Pernambuco, além de Juazeiro do Norte, no Ceará, onde era a base operacional.

Os nomes dos acusados não foram revelados pelo MPPE. Foram atribuídos aos denunciados os crimes de organização criminosa, estelionato majorado contra idosos e furto qualificado mediante fraude eletrônica.

"A atuação sistemática do grupo contribuiu para um cenário de medo, retração social e desconfiança generalizada, especialmente entre os mais idosos", pontuou o MPPE. 

PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO 

Além da condenação à prisão, o promotor Leon Klinsman Farias Ferreira requereu à Justiça que os acusados sejam obrigados ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, diante da repercussão social dos crimes e do abalo coletivo causado à população.

"A medida visa reparar o impacto à dignidade social e reforçar a necessidade de proteção integral às pessoas em situação de vulnerabilidade, reafirmando o papel do Estado no combate firme e efetivo às organizações criminosas", disse o MPPE. 

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