Cigarros eletrônicos podem agravar doenças respiratórias, alerta Asbai
Apesar de serem divulgados como alternativas menos nocivas ao cigarro convencional, os dispositivos eletrônicos também apresentam riscos à saúde
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No Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) faz um alerta sobre os riscos dos cigarros eletrônicos, especialmente para pessoas com doenças respiratórias como asma, rinite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Apesar de serem frequentemente divulgados como alternativas menos nocivas ao cigarro convencional, os dispositivos eletrônicos também apresentam riscos à saúde.
Popularização de cigarros eletrônicos
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40 milhões de crianças e adolescentes entre 13 e 15 anos utilizam algum tipo de tabaco no mundo. Desses, 15 milhões já experimentaram cigarros eletrônicos ou produtos semelhantes. O tabagismo está associado a aproximadamente 7 milhões de mortes por ano.
De acordo com o médico Álvaro Cruz, membro do Departamento Científico de Asma da Asbai, a popularização dos cigarros eletrônicos representa uma nova ameaça, principalmente entre os jovens.
“Não podemos permitir que, no momento em que há um declínio do tabagismo convencional pelo amplo esclarecimento dos seus malefícios, surja uma outra forma de consumo de tabaco que ameaça a vida da população, particularmente começando pelos nossos jovens”, afirma.
Consequências
Estudos apontam que os cigarros eletrônicos contêm compostos químicos capazes de irritar e inflamar as vias aéreas, além de substâncias relacionadas ao desenvolvimento de câncer. Assim como os cigarros tradicionais, os dispositivos também podem provocar dependência devido à presença de nicotina.
A presidente da Asbai, Fátima Rodrigues Fernandes, destaca que o uso desses produtos pode dificultar o controle da asma e aumentar o número de crises respiratórias.
“O uso de cigarros eletrônicos pode piorar o controle da asma, levando a mais crises e hospitalizações. Os principais sintomas decorrem da inflamação dos brônquios, como falta de ar, chiado, tosse, cansaço e dor no peito”, explica.
Entre pessoas com rinite, os cigarros eletrônicos e convencionais também podem intensificar sintomas como coceira no nariz e nos olhos, espirros frequentes, coriza e obstrução nasal. Já pacientes com DPOC devem evitar completamente a exposição a esses produtos, devido ao risco de agravamento do comprometimento pulmonar.
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