Escolas devem estar preparadas para casos de anafilaxia, alerta Asbai

A anafilaxia é a forma mais severa de reação alérgica e ela exige atendimento imediato e aplicação de adrenalina quando os primeiros sintomas aparecem

Por Aisha Vitória Publicado em 07/05/2026 às 18:11

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A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) realiza, entre os dias 11 e 17 de maio, a Campanha Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar.

Com o tema “Anafilaxia não espera. A escola precisa estar pronta”, a iniciativa reforça a necessidade de preparo das instituições de ensino para prevenir, identificar e agir diante de reações alérgicas graves.

A anafilaxia é considerada a forma mais severa de reação alérgica. De início rápido e potencialmente fatal, ela exige atendimento imediato e aplicação de adrenalina assim que os primeiros sintomas aparecem.

Medidas recomendadas

Segundo a coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Asbai, Jackeline Motta Franco, toda a comunidade escolar tem papel importante na segurança dos estudantes com alergia alimentar.

Entre as medidas recomendadas estão a identificação dos alunos alérgicos, a orientação para não compartilhar alimentos, o treinamento de professores e funcionários para reconhecer sintomas iniciais e a adoção de protocolos rigorosos em cozinhas e cantinas para evitar contaminação cruzada.

Sintomas

Os sintomas da anafilaxia podem atingir diferentes partes do corpo, incluindo pele, sistema respiratório, gastrointestinal, cardiovascular e neurológico.

Entre os sinais mais comuns estão coceira, inchaço, falta de ar, tosse, vômitos, queda de pressão, tontura e desmaios.

A coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da Asbai, Marisa Rosimeire Ribeiro, destaca que os principais gatilhos da reação são alimentos, medicamentos, ferroadas de insetos e látex.

Recomendações

Mesmo após os primeiros socorros, a recomendação é que o paciente seja encaminhado imediatamente a uma unidade de emergência devido ao risco de uma nova reação horas depois.

A Asbai também orienta que a escola mantenha contato rápido com os responsáveis, registre o ocorrido e revise o plano de ação individual do aluno.

A entidade chama atenção ainda para a dificuldade de acesso à adrenalina autoinjetável no Brasil. Atualmente, o medicamento não é comercializado no país e só pode ser adquirido por importação, o que eleva os custos para as famílias.

De acordo com a presidente da Asbai, Fátima Rodrigues Fernandes, a rapidez na aplicação da adrenalina é essencial para evitar mortes.

A associação apoia dois projetos em tramitação no Congresso Nacional: o PL 1945/21, que prevê a notificação obrigatória de casos de anafilaxia, e o PL 85/24, que propõe o fornecimento gratuito da caneta de adrenalina autoinjetável pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Casos no Brasil

Dados do Registro Brasileiro de Anafilaxia (RBA-Asbai), criado pela entidade para mapear os casos no país, mostram que 42,1% das ocorrências registradas foram provocadas por alimentos. Entre os principais causadores estão leite de vaca, mariscos, ovo, trigo e amendoim.

Os medicamentos aparecem como responsáveis por 32,4% dos casos, enquanto insetos representam 23,9% das ocorrências. Até o momento, o levantamento reúne informações de 318 pacientes em todo o Brasil.

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