Higienização das mãos pode reduzir em até 40% o risco de infecções, alerta OMS
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática pode reduzir em até 40% o risco de doenças como gripe, diarreia e conjuntivite
Clique aqui e escute a matéria
Lavar as mãos de forma correta segue sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir infecções, especialmente em ambientes de saúde.
O tema é reforçado neste 5 de maio, quando a OMS promove a campanha global “Salve Vidas: Higienize suas mãos”, iniciativa que completa duas décadas e busca conscientizar profissionais e instituições de saúde sobre a importância do hábito.
“Este simples gesto pode reduzir em até 40% o risco de infecções, como gripe, diarreia e conjuntivite”, afirma a infectologista e consultora da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Cláudia Vidal.
Infecções relacionadas à assistência à saúde
Apesar de serem, em grande parte, evitáveis, as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) ainda representam um desafio global. Dados da OMS apontam que até 30% dos pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs) podem ser afetados.
Em países de baixa renda, o risco pode ser até 20 vezes maior. A projeção é de até 3,5 milhões de mortes por infecções evitáveis por ano até 2050.
No Brasil, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados em 2024, indicam melhora nos indicadores, mas mantêm o alerta. As infecções de corrente sanguínea estão entre as mais recorrentes, com incidência de 3,5 casos por mil cateter venoso central-dia em UTIs e 6,1 casos em unidades neonatais.
A pneumonia associada à ventilação mecânica também segue entre as principais IRAS, com taxas que podem chegar a 9,4 casos por mil ventilação mecânica-dia.
Custos
Além do impacto na saúde, as infecções também elevam os custos do sistema. No Brasil, pacientes com infecção podem gerar despesas até 55% maiores. Em outros países, os custos ultrapassam US$ 40 bilhões por ano, nos Estados Unidos, e chegam a € 7 bilhões anuais na Europa.
Outro ponto de atenção é a resistência aos antimicrobianos.
“O uso inadequado de antibióticos pode implicar em resistência bacteriana, maior risco de efeitos colaterais e gerar custos desnecessários para o sistema de saúde”, ressalta Cláudia Vidal.
A OMS estima que, até 2050, infecções resistentes podem causar até 10 milhões de mortes por ano no mundo.
Desafio a ser enfrentado
Dados da Anvisa mostram que o uso racional de antimicrobianos ainda é um desafio no país. Entre 153 serviços de saúde analisados, 52,7% possuem Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos implantado.
Nas UTIs, o monitoramento é mais frequente: 95,6% das unidades adultas e 82,8% das pediátricas realizam o controle adequado. Diante do cenário, especialistas reforçam a importância de medidas básicas de prevenção.
“Fortalecer as medidas de prevenção de infecções é imprescindível, em especial a higiene das mãos de forma adequada e oportuna, estratégias essas fundamentais para proteger os pacientes e salvar vidas!”, finaliza a infectologista.
Saiba como acessar nossos canais do WhatsApp
#im #ll #ss #jornaldocommercio" />