Dengue em crianças: IMIP orienta sobre sinais de alerta e prevenção durante período de chuvas

Os sintomas mais comuns incluem febre alta, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, dores musculares e articulares

Por Aisha Vitória Publicado em 09/04/2026 às 16:27

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Com a chegada das chuvas, período que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) alerta pais e responsáveis para a importância de atenção redobrada aos sintomas de dengue em crianças.

Dados do painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde indicam que a circulação do vírus segue ativa, exigindo vigilância diante do risco de agravamento dos casos.

Diagnóstico e sintomas

Em crianças, o diagnóstico pode ser mais difícil, principalmente entre as menores, que nem sempre conseguem relatar o que sentem.

Os sintomas mais comuns incluem febre alta, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, dores musculares e articulares.

Em bebês e crianças pequenas, sinais como choro persistente, irritabilidade, sonolência, recusa de líquidos e mal-estar também podem indicar a doença.

A coordenadora de pediatria do IMIP, Tereza Rebeca, destaca a importância de identificar sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato.

“Dores abdominais, vômitos persistentes, edemas, sangramentos ou irritabilidade intensa indicam maior risco de evolução para formas graves e devem ser avaliados com urgência”, afirma.

Tratamento

Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento inclui repouso, hidratação constante, alimentação leve e acompanhamento clínico.

Medicamentos como paracetamol ou dipirona podem ser utilizados para aliviar dor e febre, conforme orientação médica. Anti-inflamatórios e salicilatos, como o AAS, devem ser evitados devido ao risco de sangramentos.

A dengue pode atingir pessoas de todas as idades. Por isso, além do reconhecimento precoce dos sintomas, a prevenção segue como principal medida de controle.

Evitar água parada, manter caixas-d’água vedadas, limpar recipientes que possam acumular água e utilizar repelentes são ações fundamentais para reduzir a proliferação do mosquito.

O Brasil foi o primeiro país a oferecer vacina contra a dengue no sistema público de saúde. Em 2026, o Sistema Único de Saúde mantém a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com maior número de hospitalizações, com esquema de duas doses e intervalo de três meses.

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