Pernambuco tem 10 instituições selecionadas em programas federais de saúde
Pronon e Pronas/PCD autorizaram captação de recursos para projetos em oncologia e atenção à pessoa com deficiência no Estado
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O Ministério da Saúde divulgou o resultado da seleção nacional de projetos do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).
Ao todo, 184 instituições privadas e sem fins lucrativos foram habilitadas em 22 estados e no Distrito Federal, com autorização para captação de até R$ 652 milhões.
Pernambuco aparece com dez instituições selecionadas (seis no Pronon e quatro no Pronas/PCD) distribuídas entre os municípios do Recife, Petrolina, Caruaru e Gravatá. Entre as contempladas está o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), referência nacional em assistência, ensino e pesquisa em saúde.
A iniciativa integra a estratégia Agora Tem Especialistas, que tem a oncologia como área prioritária para ampliar o atendimento e reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).
Projetos aprovados e áreas de atuação
Para o ciclo de 2026, foram aprovados 188 projetos apresentados pelas 184 instituições selecionadas. Desses, 85 estão vinculados ao Pronon e 103 ao Pronas/PCD. As iniciativas abrangem diferentes frentes da atenção especializada em saúde.
A maioria dos projetos tem foco na prestação direta de serviços médico-assistenciais, enquanto outros são voltados à formação de profissionais e à produção de conhecimento científico.
De forma geral, os projetos aprovados se distribuem em:
- 163 iniciativas voltadas à assistência em saúde;
- 17 projetos de formação, treinamento e aperfeiçoamento de recursos humanos;
- 8 pesquisas clínicas, epidemiológicas, experimentais ou socioantropológicas.
Atualmente, mais de 2 mil instituições estão habilitadas a apresentar propostas no âmbito dos dois programas federais.
Programas reforçam atenção especializada no SUS
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, o Pronon e o Pronas/PCD vêm se consolidando como instrumentos estratégicos para fortalecer a atenção especializada no país.
“No âmbito do Pronon, os projetos ampliam o acesso a exames diagnósticos e tratamentos, além de fomentar a pesquisa e a capacitação dos trabalhadores da saúde. Já o Pronas/PCD responde a demandas emergentes da sociedade”, afirmou.
Segundo ele, o crescimento de propostas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) evidencia a sensibilidade do programa às necessidades atuais da população.
Como funciona o financiamento dos projetos
O financiamento das iniciativas ocorre por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas, com incentivo fiscal. Cada doador pode destinar até 1% do imposto de renda devido ao Pronon e 1% ao Pronas/PCD.
Os valores captados são direcionados exclusivamente a projetos previamente aprovados pelo Ministério da Saúde, contribuindo para o cuidado oncológico e para ações que promovem a inclusão e a qualidade de vida da pessoa com deficiência.
Para o período entre dezembro de 2025 e novembro de 2026, os limites anuais de captação são:
R$ 473,9 milhões para o Pronon;
R$ 165,9 milhões para o Pronas/PCD.
O repasse dos recursos só ocorre após a abertura de conta bancária específica, mediante notificação do Ministério da Saúde.
Objetivos do Pronon e do Pronas/PCD
Criados para fortalecer políticas públicas de saúde, o Pronon e o Pronas/PCD apoiam projetos desenvolvidos por associações e fundações sem fins lucrativos que atuam na prevenção, no diagnóstico precoce, no tratamento e na reabilitação.
As iniciativas contemplam desde a ampliação da oferta de serviços médico-assistenciais até a formação de profissionais, a realização de pesquisas e o uso terapêutico de tecnologias assistivas, ampliando o acesso da população a cuidados especializados no SUS.
*Com informações do Ministério da Saúde