Verão escaldante: em meio a temperaturas acima da média, especialistas reforçam cuidados com a hidratação

Expectativa é de ondas de calor elevadas em todo o País, especialmente em janeiro e fevereiro, com termômetros chegando a 40 graus em algumas regiões

Por Cinthya Leite Publicado em 22/12/2025 às 16:56

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O verão já começou mostrando a que veio. Nos últimos dias, o calor intenso deu sinais claros de que a estação será marcada por temperaturas acima da média histórica. Especialistas em meteorologia e em fenômenos climáticos indicam um cenário semelhante ao do verão passado, que entrou para a história como um dos mais quentes desde 1961.

A expectativa é de ondas de calor elevadas em todo o País, especialmente em janeiro e fevereiro, com os termômetros chegando a 40 graus em algumas regiões. Nesse cenário, a saúde e o bem-estar das pessoas tendem a ser fortemente impactados.

Temperaturas ambientais altas acionam um mecanismo para dissipar de forma rápida e eficiente o calor corporal excessivo: a evaporação de água, em forma de suor. Por isso, durante o verão, é preciso beber bastante líquido para repor a água perdida e evitar a desidratação.

A médica geriatra Fernanda Sperandio, da MedSênior, frisa que o alerta vale para pessoas de qualquer idade, mas os idosos são especialmente sensíveis à desidratação, pois demoram mais tempo para sentir sede e, quando a sentem, é com menos intensidade. Além disso, idosos normalmente têm percentual mais elevado de gordura e a pele mais fina, fatores que aceleram a perda de umidade corporal.

"Cada organismo tem características próprias, e é importante que o idoso converse com seu geriatra para saber qual a quantidade diária de líquido que precisa ingerir para manter uma hidratação adequada. Um hábito que ajuda bastante é ter sempre uma garrafinha ao lado, para poder verificar se está bebendo a quantidade de líquido recomendada", orienta Fernanda.

Atenção a sintomas

A falta de água ou quantidade reduzida de líquidos no organismo pode causar problemas como tontura, cansaço e sonolência excessivos, fraqueza, redução do volume urinário e confusão mental, que levam a um grande mal-estar aos idosos e exigem hidratação intensiva.

Em situações mais extremas, há riscos de infecção urinária ou até doenças mais graves. Nesse caso, os idosos devem procurar um médico ou uma unidade de saúde. Porém, para que nada disso aconteça, o melhor caminho é a prevenção e a adoção de cuidados básicos mínimos para evitar a desidratação e outros danos à saúde devido ao calor.

"Muitos idosos alegam que não têm o hábito de beber água, mas no verão essa iniciativa é imprescindível, mesmo que não sintam sede", diz.

Aos mais resistentes a consumir água pura, uma boa dica, segundo Fernanda, é beber sucos naturais, vitaminas, água de coco, chás ou ainda águas saborizadas, com frutas ou ingredientes refrescantes, como gengibre e hortelã. "Essas bebidas não substituem a água, mas podem ser consumidas de forma complementar, o que ajuda a manter o organismo hidratado."

Sintomas mais comuns de desidratação

  • Boca seca
  • Vontade de beber água constantemente
  • Sonolência
  • Pele ressecada
  • Dores de cabeça e tonturas
  • Diminuição da urina e urina mais concentrada.

Como se proteger

  • Beber muita água e líquidos em geral, menos café e bebidas alcoólicas, que podem diminuir a hidratação;
  • Evitar exposição ao sol em horários de pico de calor e atividades físicas intensas;
  • Buscar locais frescos ou refrigerados;
  • Fazer refeições mais leves;
  • Usar roupas com tecidos especiais, com proteção solar;
  • Ficar atento aos sintomas e procurar um médico ou unidade de saúde caso persistam ou se agravem.

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