Pernambuco registra 314 casos em crianças de 1 a 4 anos em 2025; índice é o 4º maior no país

Os dados fazem parte de um levantamento da ONA, com base no DATASUS, que aponta um total de 3.613 internações por queimaduras no país

Por Aisha Vitória Publicado em 11/12/2025 às 18:58 | Atualizado em 11/12/2025 às 19:11

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Pernambuco contabilizou 314 casos de queimaduras em crianças de 1 a 4 anos entre janeiro e setembro de 2025, ocupando o quarto lugar no ranking nacional.

Os dados fazem parte de um levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no DATASUS, que aponta um total de 3.613 internações por queimaduras no país nesse período.

O Nordeste lidera as ocorrências, com 1.109 casos, seguido por Sudeste (938), Sul (777), Centro-Oeste (527) e Norte (262).

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Tabela de queimaduras em crianças de 1 a 4 anos em 2025 - Divulgação

Riscos de acidentes domésticos

Especialistas alertam que o período de férias e as altas temperaturas tendem a aumentar o risco de acidentes domésticos, especialmente entre crianças pequenas, que passam mais tempo em casa e exploram o ambiente com curiosidade e pouca noção do perigo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, sete em cada dez acidentes acontecem dentro de casa, e a faixa etária de 1 a 4 anos é a mais atingida.

A pediatra e membro da ONA, Mariana Falavina Grigoletto, explica que a maior parte dos acidentes ocorre na cozinha, geralmente envolvendo líquidos quentes.

“Basta um cabo de panela virado para fora, uma xícara quente na beira da mesa ou uma panela recém-retirada do fogo para que a situação se transforme em queimadura”, afirma.

Segundo ela, muitos casos acontecem quando a criança puxa uma panela, esbarra em recipientes quentes ou tenta alcançar objetos sobre mesas e bancadas.

Outros tipos de queimaduras e acidentes

Embora menos comuns, queimaduras provocadas por chamas ou líquidos inflamáveis podem ser mais graves.

A médica chama atenção ainda para as queimaduras químicas, sobretudo pela ingestão de soda cáustica, e para os riscos representados por pilhas e baterias, que podem causar lesões severas quando ingeridas ou rompidas.

Outros perigos frequentes incluem choques elétricos causados por tomadas desprotegidas, fios desencapados e extensões improvisadas.

No verão, o sol também se torna um fator de risco, pois queimaduras solares são mais comuns entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa.

Orientações

A especialista também reforça medidas caseiras populares, como aplicar pasta de dente, manteiga, óleo de cozinha, clara de ovo ou gelo diretamente na queimadura, não devem ser utilizadas.

“Esses produtos agravam a lesão e aumentam o risco de infecção”, alerta.

A orientação é resfriar a área afetada com água corrente fria, nunca gelada, por 10 a 20 minutos e remover acessórios antes que haja inchaço. Roupas grudadas à pele não devem ser retiradas.

É recomendado procurar atendimento médico imediato nos casos que envolvam bolhas, febre, dor intensa, pus, aumento na vermelhidão, queimaduras em áreas sensíveis (como rosto, mãos, pés ou genitais) e sintomas como náuseas, sonolência ou desmaio.

Outros meios de prevenção

Segundo a ONA, a prevenção continua sendo o meio mais eficaz para reduzir acidentes. Entre as orientações estão: manter crianças afastadas da cozinha, virar cabos das panelas para dentro, evitar toalhas compridas que facilitem puxões, guardar produtos químicos fora do alcance, proteger tomadas, descartar pilhas e baterias corretamente e testar sempre a temperatura da água do banho.

No caso de exposição ao sol, recomenda-se uso de protetor solar, reaplicado a cada duas horas, além de roupas leves, chapéu e evitar horários de maior radiação.

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