Primeiros exames do bebê garantem diagnóstico precoce e mais segurança

Testes do coraçãozinho, olhinho, orelhinha e pezinho são essenciais para detectar doenças desde os primeiros dias e proteger o desenvolvimento do bebê

Por Maria Clara Trajano Publicado em 04/11/2025 às 15:10

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Garantir os cuidados desde os primeiros minutos de vida é fundamental para um desenvolvimento saudável. Ainda na maternidade, recém-nascidos passam por uma série de exames essenciais que ajudam a identificar doenças precocemente e permitir o tratamento imediato, quando necessário. Mas quais são os testes obrigatórios? E quais podem ser realizados como complemento?

“A avaliação inclui exame físico completo e testes de triagem neonatal. Eles são fundamentais porque permitem identificar precocemente condições que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida do bebê”, explica a médica Maria Elisabeth Lopes Moreira, coordenadora da UTI Neonatal da Casa de Saúde São José.

Exames obrigatórios após o nascimento

Os testes previstos para todos os recém-nascidos são:

  • Teste do coraçãozinho: mede a oxigenação do sangue para detectar malformações cardíacas congênitas;
  • Teste do olhinho (reflexo vermelho): identifica problemas como catarata e glaucoma congênitos;
  • Teste da orelhinha: avalia a audição e permite diagnóstico precoce de perdas auditivas;
  • Teste da linguinha: verifica alterações no frênulo lingual, que podem interferir na amamentação e fala;
  • Teste do pezinho: coleta de sangue do calcanhar entre o 3º e 5º dia de vida para rastrear doenças genéticas, metabólicas e infecciosas.

Além do protocolo obrigatório, o pediatra pode solicitar testes complementares. “O teste do pezinho ampliado, o BERA para avaliação auditiva mais detalhada, ecocardiograma e ultrassonografias podem ser indicados conforme a história familiar e o quadro clínico”, completa a especialista.

Cuidados e exames ainda na gestação

O acompanhamento começa antes mesmo do parto. Segundo o coordenador da Obstetrícia da Casa de Saúde São José, Paulo Marinho, o primeiro ultrassom é indicado por volta de sete semanas, quando já é possível confirmar a gestação e os batimentos cardíacos.

Entre 11 e 13 semanas, realiza-se o rastreamento de malformações maiores e algumas alterações cromossômicas. Em seguida:

  • 20 a 24 semanas: ultrassom morfológico detalhado;
  • Após 26 semanas: ecocardiografia fetal;
  • Próximo ao parto: avaliações finais de peso e vitalidade fetal.

O especialista lembra que exames extras também podem ser solicitados por escolha dos pais. “O NIPT rastreia alterações como síndrome de Down, Patau e Edwards. Já o ultrassom 3D pode auxiliar no diagnóstico e planejamento terapêutico”, explica.

Diagnóstico precoce salva vidas

A recomendação dos especialistas é clara: não atrasar as avaliações. “Quanto antes identificado um problema, maiores as chances de tratamento eficaz. Não adie os exames, a maioria é indolor e rápida”, reforça Maria Elisabeth.

Detectar doenças e acompanhar o desenvolvimento desde o início é um passo fundamental para um início de vida mais seguro, saudável e protegido.

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