Governo Trump chama de incidentes' recentes decisões do Judiciário e fecha embaixada em Brasília

Alcolumbre dá empurrãozinho na disputa caso haja segundo turno, pautando o fim da escala 6x1 para a semana que vem. Lula sorriu aliviado

Por Romoaldo de Souza Publicado em 02/10/2026 às 20:47

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ARRUMANDO A CASA
O presidente do STF, Edson Fachin, encaminhou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, manifestando interesse em ver apuradas denúncias contra ministros integrantes da Corte, no inquérito do Banco Master.
— Há inequívoco interesse institucional em que todo e qualquer fato relevante seja rigorosamente apurado, sem exceção de qualquer natureza, afirmou.

DEVERIA SER DIFERENTE
Fachin deveria, mas sabe que não tem como, informar a Andrei e ao país que “nesse tribunal não temos ministros envolvidos em qualquer desvio ético”. Mas aí seria o Judiciário dos sonhos de um país sério. Percebe-se que os verbos dever e ser estão conjugados no futuro do pretérito do indicativo, também chamado de condicional. E põe condicional nisso.

PURA DESFAÇATEZ
Achar que se trata de misoginia fazer as necessárias e pertinentes críticas à ministra do TSE Estela Aranha, como quer fazer crer a Coalizão Nacional de Mulheres, é de uma singular insolência.

ANTES À TARDE
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), quer começar a discutir o fim da escala 6x1 já na terça-feira (6), dois dias depois do primeiro turno das eleições.

CARTA NA MANGA
Sobrevivendo, como parece que vai, ao primeiro turno, essa é uma das cartas na manga do candidato à reeleição Lula da Silva (PT) para disputa em 25 de outubro.

COM A CARA NA PORTA
O governo de Donald Trump considerou “questão de segurança” o “incidente” havido por essas bandas com decisões autoritárias de ministros do STF e do TSE, que levaram a Rede Globo a cancelar o debate com alguns dos presidenciáveis. Segundo Juan Pablo Segura, secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, fechar a embaixada em Brasília e as representações consulares "foram medidas de segurança, que ficaram muito claras em nossa mensagem sobre o que aconteceu no Brasil.

PF NAS RUAS...
... para cumprir mandados por “suposto plano contra a embaixada” e o consulado norte-americano em São Paulo, “suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos EUA no Brasil”.
— As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas, informou a PF em nota.

MAS QUE NADA...
... a medida eleitoreira de Lula da Silva, acabando com as bets, não extinguiu, como deveria, a Secretaria de Prêmios e Apostas, criada em 2024, quando o governo do PT estava de “papel passado” com as apostas.

INFLADA DE APANIGUADOS
Inicialmente, a secretaria contava com 38 cargos comissionados. Hoje, chegou a uma centena.

BANIMENTO DE GAROTINHO
Na undécima hora, o ministro do TSE Floriano Marques revogou liminar que permitia a Anthony Garotinho (Republicanos) disputar o governo do Rio de Janeiro. Os votos que, “porventura”, forem dados ao marido de Rosinha serão considerados nulos. Mas, considerando a maleabilidade do Judiciário brasileiro, até o início da votação, às 8h, tudo é absolutamente possível.

COMO DIRIA PONTES DE MIRANDA...
... esse, sim, um dos mais importantes intelectuais do meio jurídico: “Quem só Direito sabe, nem direito sabe”.

'MOMENTO TRISTE'...
... segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), foi quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) participou por videoconferência de um ato político em Brasília, “aos prantos” e abatida, depois que o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou mal em casa, onde cumpre prisão domiciliar humanitária.
— Foi, para mim, um dos momentos mais tristes em que já vi a Michelle, informou a senadora.

PENSE NISSO!
Dois pesos e duas medidas. Ambos, os pesos e as medidas, fazem parte dessa maldita narrativa de políticos com memória seletiva e seus abnegados seguidores.

O candidato do PT disse que o Brasil “é autônomo e independente” e que não aceitará intervenção “de seu ninguém” nas eleições deste próximo domingo.

Ora, ora, abilolados de memória curta, em novembro de 2024, o presidente brasileiro estava sendo entrevistado pela TV TF1 da França quando declarou apoio e torcida em favor da candidata democrata Kamala Harris, na disputa contra Donald Trump (Republicano) pelo governo dos Estados Unidos.

No outro lado da cidade, mais precisamente no SMDB 32, o tema que tira o sono do principal candidato de oposição, o herdeiro de Bolsonaro, é uma investigação desenterrada pela Polícia Federal sobre a mansão que ele comprou, no valor de R$ 6 milhões, financiada, em parte, pelo Banco de Brasília. O BRB é o centro nevrálgico da crise do Banco Master.

Será que no Brasil não tem político sério e, ao mesmo tempo, honesto, não, minha gente?

Pense nisso!

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