Bancada pernambucana na Câmara foi uma das que mais se movimentaram
Lula compra briga com Trump para recuperar popularidade; Rede dificilmente emplacará Marina Silva no Senado. Brasil: 30 partidos — pode?
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PARA COM ISSO, LULA
Entre cabeças pensantes no PT, há quem acredite que o presidente Lula da Silva (PT) resolveu provocar o republicano Donald Trump com o “claro objetivo de criar tensão” com os Estados Unidos e, com isso, recuperar a popularidade que, aos poucos, vem perdendo para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), outro pré-candidato que nada tem a perder.
'FÉ INQUEBRANTÁVEL'
Em meio à campanha eleitoral, 71 anos atrás, completados neste sábado, Juscelino Kubitschek (1902-1976) subiu em um caminhão Chevrolet branco, arregaçou os punhos da camisa e prometeu construir Brasília. JK estava em Jataí, distante 320km da capital de Goiás, Goiânia.
A promessa se cumpriu e, cinco anos depois, ele transferiu a sede do poder central do Rio de Janeiro para o Planalto Central:
— Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará no cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino — pregou JK.
71 ANOS DEPOIS...
...seu bisneto, André Kubitschek, deixa a sigla que no passado foi de JK e troca o PSD pelo PL. André segue a linha política da família. O pai, Paulo Octávio, foi senador e governador do Distrito Federal; a avó, Márcia Kubitschek, vice-governadora e deputada constituinte. André começa a carreira política concorrendo a deputado distrital.
MEU PUPILO
Pronto para ouvir o que diz o ex-deputado Paulo Rubem Santiago sobre a filiação de seu pupilo, Túlio Gadêlha, ao PSD que, se de um lado tem Raquel Lyra, na outra ponta há um Ronaldo Caiado querendo ser presidente da República.
PRIMO DE SANGUE
Quem tem um primo como o milionário Pierre Alcolumbre há de ter medo de uma CPI, como os vampiros temem uma réstia de alho. E vai sempre barrá-la.
'REDE QUE IMBALANÇA'
O partido Rede Sustentabilidade chega ao fim da janela partidária tendo perdido dois deputados — Túlio Gadêlha (PE) e Ricardo Galvão (SP) — e ganho outros dois: Luziane Lins (CE), que saiu do PT, e André Janones (MG), oriundo do Avante. Ou seja, saiu no lucro. Resta saber o que será da deputada Marina Silva (SP), que sonha voltar ao Senado. Mas, ali, o pacto do PT é eleger Simone Tebet, recém-convertida ao socialismo do PSB.
PERNAMBUCO EM REVOADA
Embora a janela partidária ainda estivesse aberta, no fechamento da edição, dos 25 deputados federais, sete deles trocaram de legenda. É um dos percentuais mais elevados e corresponde a 28%.
— Maria Arraes deixa o Solidariedade pelo PSB; Pastor Eurico sai do PL e “voa” para o ninho tucano; Mendonça Filho abandona o União Brasil e desembarca no PL; Fernando Rodolfo deixa o PL bolsonarista para comandar o PRD; Túlio Gadêlha, que até então era da Rede Sustentabilidade, junta-se a Guilherme Uchôa, antes do PSB, e ambos vão para o PSD, além de Luciano Bivar (União Brasil) que chega ao MDB.
PENSE NISSO!
Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são expressivos: o Brasil tem 30 partidos registrados e mais de 20 na fila, em processo de formação. Para quê tanto, minha gente?
Poder. Seja o poder de administrar os fundos eleitoral e partidário, seja para trocar favores ou influenciar a vida do cidadão/eleitor e registrar, em seu legado, o rastro de “benefícios” conquistados.
Basta dar uma observada, a partir deste sábado, no resultado da “janela partidária”, período em que deputados podem trocar de legenda sem perder o mandato.
Trinta partidos. Será que o Brasil comporta tantas agremiações partidárias assim? Será que há ideologia para tudo isso ou a maioria nem sabe do que estamos falando?
Pense nisso!