CPMI do INSS termina em pizza, aos quatro queijos. E lavou a alma dos que defendem o roubo a aposentados e pensionistas
Presidente do STF blinda empresa de familiares de Dias Toffoli. Maioria governista, com votos de senadores de Pernambuco, rejeita relatório da CPMI.
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PRAGA GUADAGNIN
Recai sobre parlamentares que tripudiam do povo em votações no Congresso Nacional e pode servir de alerta para os 19 deputados e senadores que votaram contra o relatório da CPMI do INSS, que apurou o roubo contra idosos e pensionistas da Previdência. 12 deles tentaram aprovar, mas sem sucesso. A bancada governista, incluindo os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão, ambos do PT de Pernambuco, votaram para enterrar as investigações.
A DANÇA DA PIZZA
Foi como ficou conhecida a dança da deputada Angela Guadagnin (PT-SP), em 2006, durante o escândalo do Mensalão. Ela dançou no plenário quando seu aliado, João Magno (PT-MG), escapou da cassação. Nunca mais se elegeu, nem mesmo para vereadora em São José dos Campos, onde também havia sido prefeita bem avaliada.
DO QUE ADIANTA
No Natal, para fazer um ar de político contrito, Lula da Silva (PT) apareceu ao lado da mulher e de seus cachorros. Agora, em ato/comício no interior de Goiás, o presidente fez uma piada de gosto duvidoso ao mencionar que, em algumas regiões da China, seria comum consumir carne de cachorro. Logo me veio à mente Lula comendo um pedaço de Chow Chow — raça chinesa conhecida pela língua azul.
PEGOU MAL, RELATORA!
Em determinado momento, aparentando emoção de “ópera bufa”, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) leu o relatório do projeto de lei que torna crime a misoginia: “O projeto é para proteger a família, a dignidade e a liberdade das mulheres”. Na CPMI, juntou-se ao deputado Lindbergh Farias (PT) e levou à imprensa uma denúncia contra o relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), por suposto crime contra vulnerável, alegando que “teria havido uma negociação de R$ 470 mil com a finalidade de impedir que o fato fosse comunicado às autoridades”. A denúncia foi apresentada sem provas públicas.
ESCONDIDA NAS REDES SOCIAIS
A senadora governista afirmou que “a questão é simples de resolver: basta que o deputado [Alfredo Gaspar] se disponha a fazer o exame de DNA. Caso ele não seja o pai biológico, pedirei desculpas em público pelo constrangimento causado”. É assim que, segundo críticos, algumas denúncias são tratadas: após forte exposição pública do acusado, caso não se confirmem, restaria um pedido de desculpas.
CONTA OUTRA
No ato de adesão à candidatura de João Campos (PSB) ao governo do Estado de Pernambuco, o presidente do PT estadual, deputado Carlos Veras, rasgou elogios à ex-deputada Marília Arraes: “você sabe do carinho que essa militância tem por você”.
CORTA PARA 2022
Marília Arraes liderava as intenções de voto ao Palácio do Campo das Princesas, mas a direção petista rifou a neta de Miguel Arraes.
O XERIFE DO ESPAÇO AÉREO
O soberano da terra e do mar agora chega ao espaço aéreo do Jardim Botânico. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o sobrevoo de drones, “em um raio de 100 metros”, da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
BLINDAGEM SUPREMA
Agora bateu no teto. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, manteve a proibição para que a CPI do Crime Organizado tenha acesso aos dados fiscais e telemáticos da empresa Maridt Participações, de propriedade da família do ministro Dias Toffoli. Depois essa só Deus.
SE BEM…
…um dos “donos” do resort era, justamente, o padre Carlão - irmão de Toffoli. Inegável, um porta-voz do Senhor.
PENSE NISSO!
Pizza é uma boa comida, principalmente se for de quatro queijos. Por isso, não gosto de dizer que a CPMI do INSS terminou em pizza, mesmo conhecendo a máxima de que não interessa ao governo de plantão aprovar uma investigação - ainda mais quando envolve o filho do presidente.
E não importa se cerca de R$ 6 bilhões foram surrupiados - roubados de aposentados e pensionistas - e se, com esse dinheiro, viagens foram pagas ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva; aliás, “uns trocados” em relação ao que se furtou das aposentadorias.
E uma coisa fica clara: essa gente, essa maioria que rejeitou o relatório da CPMI, não tem nenhum compromisso com a lisura e a honestidade. O que vale é proteger os seus. O resto - nesse caso, os aposentados - que se lasquem.
Pense nisso!