Brasil se alinha a ditaduras e regimes autoritários em protesto contra 'sequestro' de Maduro
Nota do Brasil sobre situação na Venezuela não é tão dura como queria Lula, para não melindrar Trump. Nem um pio sobre fraude na eleição de Maduro
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A PREOCUPAÇÃO DO GOVERNO LULA
…nunca foi com a fraude eleitoral quando Nicolás Maduro disse ter derrotado seu opositor Edmundo González Urrutia. A inquietação do presidente Lula da Silva (PT) se refere ao ato de “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
MERCOSUL DIVIDIDO, PRÓ-MADURO
Além do Brasil, o Uruguai divulgou nota afirmando que acompanha com “atenção e séria preocupação” o desenrolar da crise na Venezuela. “Condenamos a ação e reafirmamos o compromisso com o direito internacional”, disse o presidente Yamandú Orsi.
MERCOSUL DIVIDIDO, CONTRA MADURO
Argentina e Paraguai estão na mesma sintonia, a favor da intervenção. O presidente Javier Milei chamou o ditador Nicolás Maduro de “o maior inimigo da liberdade no continente” e defendeu que Edmundo González e María Corina Machado — Prêmio Nobel da Paz — “liderem a restauração da democracia, após anos de opressão socialista”. O governo do Paraguai foi mais contundente. O presidente Santiago Peña chamou Maduro de “líder de uma organização criminosa, formalmente declarado como inimigo do seu próprio povo”. Peña disse ainda que “a saída de Maduro abrirá um caminho imediato para a restauração do Estado de Direito e a transição democrática”.
EM OUTRAS PALAVRAS…
…é melhor não haver convocação extraordinária da Assembleia do Mercosul. Presidente pro tempore do bloco, Milei mandou sondar os demais países. Ainda não há respostas.
PERDEU O 'TIME'
Em julho de 2024, durante reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos) o Brasil se acovardou e deixou escapar importante oportunidade para exercer liderança no continente e exigir eleições limpas na Venezuela.
MAS NÃO
Resolução da OEA que pedia transparência no processo eleitoral da Venezuela não foi aprovada. Brasil e Colômbia se abstiveram de votar e o documento foi arquivado.
BICO FECHADO
O Banco Central vai fazer uma triagem nos nomes dos técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) que vão analisar a liquidação do Banco Master. O documento mais contundente vai exigir que os servidores assinem um termo de confidencialidade e que tudo aquilo que eles analisarem não divulgado, sob qualquer pretexto.
PENSE NISSO!
Até "Resistência" e "Esperança", as duas vira-latas da primeira-dama, Rosângela da Silva, sabem que as eleições de julho de 2024 na Venezuela foram fraudadas. Mesmo tendo prometido, Nicolás Maduro nunca apresentou as atas com a totalização dos votos. Ainda assim, o governo brasileiro abriu mão de seu papel estratégico para forçar o "amigo ditador" a respeitar a vontade das urnas.
Não estamos falando aqui do grave precedente de uma nação invadir outra. Falamos, sim, da violação sistemática dos direitos humanos dos venezuelanos. Em um país onde 70% da população mendiga por "bolsas disso e daquilo" apenas para entrar no cadastro de benefícios sociais, falar em "mobilização popular" chega a ser um escárnio contra quem tem fome.
É chegado o momento de os aliados, inclusive o Brasil, darem o apoio necessário para que a oposição vencedora — legitimada pelas atas que o mundo conheceu — assuma o país. É preciso tocar o barco com a parcimônia de quem sabe negociar e, acima de tudo, convocar eleições verdadeiramente livres o quanto antes.
Pense nisso!