Davi Alcolumbre abre espaço para novo tête-à-tête de Messias com senadores
PF manda Eduardo Bolsonaro retornar urgentemente ao posto de escrivão, o pai e o tio acertam a quadra de Mega da Vira, jogando no 13
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O AFAGO DE ALCOLUMBRE
Depois de ter “metido o pé na porta”, praticamente brecando a indicação do advogado Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem pronto o afago de que o Planalto precisa: vai empenhar parte do prestígio de que dispõe para ajudar Messias a concluir o períplo até a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
03, O ABSENTEÍSTA
Frederick Taylor (1856–1915), um dos "pais" da Administração Científica, escreveu teses e mais teses sobre o conceito de absenteísmo para qualificar o trabalhador corriqueiramente faltoso. Sob a ótica taylorista, o termo "vadiagem sistemática" também pode ser perfeitamente atribuído a um servidor público que, embora lotado na Polícia Federal do Brasil, esteja morando no exterior. Agora, para o "03", a "brincadeira" acabou: Eduardo Bolsonaro terá de comparecer à PF para reassumir seu posto de escrivão.
UM LONGO CAMINHO
Gesualda Pereira deixou para trás o sítio Bandeira, em Princesa Isabel, na Paraíba. Desceu a serra da Baixa Verde como quem abandona um pedaço da própria história, alcançou a PE-320 e, depois, a BR-232. O destino era Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. No dia seguinte, a costureira pegou um ônibus e veio passar a virada do ano na porta do DF Star, hospital em Brasília onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou internado para a realização de cirurgias.
"ACABOU O SONHO"
Mesmo após saber que a prisão domiciliar não tinha sido concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Gesualda fez questão de ir ao Jardim Botânico "conhecer a região". Acabou parando na padaria onde o "Capitão" costumava comer sonho, quando ainda não estava privado de liberdade.
— Me vê um sonho! — pediu ela. A costureira paraibana sabia, de ouvir dizer, que Bolsonaro gosta do sonho da vizinhança.
— Oh, minha linda, acabou! — respondeu a atendente.
Gesualda pegou o coletivo até a rodoviária. De lá, um interurbano até a Cidade Ocidental (GO), onde pretende passar uma semana com a tia antes de pegar o caminho de volta.
DEU 13 NA CABEÇA
Não é nada, não é nada, mas Jair Bolsonaro vai receber R$ 72,25. Os "sortudos" são o ex-presidente, o seu irmão, Renato Bolsonaro, e um amigo, Mozart Aragão, que acertaram a quadra da Mega da Virada apostando, inclusive, no 13 — o número do PT. Que sorte!
JOÃO DO VALE — O 'POETA DO POVO'
Para lembrar a trajetória do poeta maranhense que escreveu: "Eu nasci lá em Pedreiras, no Maranhão / No lugar que a desgraça fez sua mansão", o Café & Conversa, da Rádio Jornal, relembra a carreira do ajudante de pedreiro que tomava café "no bico" da garrafa. João virou motivo de galhofa entre os colegas quando disse que Maria Bethânia tinha gravado uma canção sua: Carcará.
— Zé — disse João para o colega de profissão — tu sabia que eu já gravei um disco e que tem gente famosa cantando minha música? É a Maria Bethânia, Zé!
O amigo Zé deu uma boa gargalhada: — Tu, João? É mesmo? — perguntou com aquele ar desconfiado, enquanto compartilhava uma caneca de café com bolacha doce.
Nisso, João do Vale pega a garrafa térmica, suspende-a como se fosse um grande microfone e canta o sucesso que começava a ganhar as rádios brasileiras: "Carcará / Lá no sertão / É um bicho que avoa que nem avião / É um pássaro malvado / Tem o bico volteado que nem gavião".
O Café & Conversa vai ao ar às 10h40. Espero você!
PENSE NISSO!
Entra ano, sai ano — ou melhor, de dois em dois anos — quase R$ 5 bilhões são repartidos entre as legendas para forrar suas campanhas eleitorais. Acontece que, como dinheiro não nasce em árvore, estamos falando de recursos que o governo toma do contribuinte, o qual não tem alternativa senão pagar. É esse dinheiro que inunda as campanhas.
A justificativa para que o cidadão bancasse, com seu próprio suor, as despesas dos candidatos era de que o financiamento privado seria uma "porta aberta à corrupção". Como o Judiciário, em particular a Justiça Eleitoral, não deu conta da fiscalização, optou-se por deixar de lado, oficialmente, os gastos com dinheiro do empresariado.
Mas quem garante que essa decisão fortaleceu a lisura? Quem assegura que o "caixa dois" foi enterrado de vez e que não houve dinheiro "por fora" favorecendo quem tem poder de captação? Ninguém.
O modelo mudou, mas a dúvida permanece. Por isso, já passou da hora de o cidadão dar seus "pulinhos de esperneio" e reclamar. Afinal, o bolso que financia essa farra eleitoral é o seu.
Pense nisso!