O ano é novo, mas o episódio do Banco Master torna-se constrangimento para o STF
No hospital, manifestantes oram na virada do ano na esperança de "levar" Bolsonaro para casa. Mas o destino provável é o retorno à carceragem da PF
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'O HOMEM NÃO DESISTE
Após os depoimentos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master; do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos — ouvidos separadamente — eles deixaram a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) certos de que o ministro Dias Toffoli não vai desistir, nem tão cedo, da apuração que culminou na liquidação do Master pelo Banco Central. Será ruim para o BC se Toffoli inventar de anular a liquidação do Master.
EM TODO CASO
Havendo a tão sonhada acareação que o ministro tanto persegue, o diretor do Banco Central estaria excluído do procedimento.
À ESPERA DE MESSIAS
Na troca de gentilezas, raras durante o ano, mas bem comum em datas festivas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deixou claro que, “tão logo ocorra a retomada dos trabalhos no Congresso”, o advogado pernambucano Jorge Messias retomará sua peregrinação em busca de votos para ocupar a cadeira que foi de Luiz Roberto Barroso, no STF.
ESPERANDO UM MILAGRE DOMICILIAR
Em Brasília, há bolsonaristas para todas as expectativas. Os mais aguerridos são os manifestantes que montaram acampamento às margens da rodovia DF-001, nas proximidades da portaria do condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico. “Quem sabe a virada do ano não tenha amolecido o coração do homem lá”, sonhava uma senhora bolsonarista, em referência ao ministro Alexandre de Moraes.
JÁ OS MAIS REALISTAS
Sonham em enxergar o “Mito”, ainda que a distância, quando estiver retornando à carceragem da Polícia Federal. No Jardim Botânico, em uma improvável prisão domiciliar, ou na PF, debaixo de muita chuva, Jair Bolsonaro (PL) continua idolatrado em Brasília, nestes dias.
COMO DIRIA VINÍCIUS DE MORAES
“Se foi pra desfazer, por que é que fez?”
O TIOZÃO
Editorial da revista The Economist dá a entender que a idade avançada do presidente Lula deveria ser motivo para que ele abrisse espaço para um nome novo na centro-esquerda.
NADA DISSO
No Planalto, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu com quatro pedras na mão contra a publicação britânica: “O verdadeiro risco que a reeleição representa nunca foi a idade de um líder cheio de vitalidade e que cuida muito bem da saúde”. Gleisi avalia que a revista teme “a continuação de um governo que retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social”.
PENSE NISSO!
Começamos o ano, mas nunca é demais lembrar que faz um bom tempo que os 365 dias do ano recém-findado foram dos mais intensos.
Da máfia do INSS ao susto provocado pela viralização de informações sobre o dono do Banco Master; da inflação galopante à falta de prestígio das instituições. Tudo isso fez de 2025 um ano, literalmente, ímpar.
Mas este ano que começa é ainda mais desafiador. É ano de eleger deputados estaduais, federais, senadores da República e, de quebra, governadores e o presidente. Não é pouca coisa. A responsabilidade do eleitorado é imensa.
Este lembrete do calendário eleitoral serve para chamar à responsabilidade o leitor/eleitor. Se um estado tiver uma Assembleia Legislativa comprometida com o cidadão, não há governador que não se renda aos parlamentares. Da mesma forma, se o Congresso se comportar bem e “enquadrar” o presidente, não o deixando cometer as estrepolias de sempre, este país tem jeito.
Mas tudo depende do voto que você der.
Pense nisso!