Toffoli e o Banco Master: um constrangimento para o STF

Na porta de um hospital, manifestantes esperam "levar" Bolsonaro para casa, mas já se dariam por satisfeitos se pudessem acompanhá-lo até a PF

Por Romoaldo de Souza Publicado em 31/12/2025 às 17:50

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'O HOMEM NÃO DESISTE'
O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master; o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa; e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, deixaram a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) já no início da noite de quarta-feira (30). Saíram certos de que o ministro Dias Toffoli não vai desistir — nem tão cedo — da apuração que culminou com a liquidação do Master pelo Banco Central. Será ruim para o BC se Toffoli inventar de anular a liquidação do Master.

EM TODO CASO
Havendo a tão sonhada acareação que o ministro tanto persegue, o diretor do Banco Central estaria excluído do procedimento.

À ESPERA DE MESSIAS
A preposição é para especificar que o Messias, esperado por alguns senadores, é o advogado pernambucano Jorge Messias, que imaginava varar o ano já na cadeira que era de Barroso. O presidente Lula da Silva (PT) vacilou e foi "enquadrado" pela sanha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A partir de amanhã, se dará o retorno de Messias para um novo tête-à-tête.

ESPERANDO UM MILAGRE
Os mais aguerridos são os manifestantes que montaram acampamento às margens da rodovia DF-001, nas proximidades da portaria do condomínio Solar de Brasília. “Quem sabe a virada do ano amolece o coração do homem lá”, sonhava uma senhora bolsonarista, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, na porta do hospital, enquanto aguardava um boletim médico e a certeza de que, no dia 1º do ano, o ex-presidente receberá alta.

OS MAIS REALISTAS TAMBÉM SONHAM
Enxergar o “Mito”, ainda que a distância, quando estiver retornando à carceragem da Polícia Federal. No Jardim Botânico, em uma improvável prisão domiciliar, ou na PF, debaixo de muita chuva, Jair Bolsonaro (PL) continua idolatrado em Brasília, nestes dias.

COMO DIRIA VINÍCIUS DE MORAES
"Se foi pra desfazer / por que é que fez?"

O TIOZÃO
Editorial da revista The Economist dá a entender que a idade avançada do presidente Lula deveria ser motivo para que ele abrisse espaço para um nome novo na centro-esquerda.

NADA DISSO
No Planalto, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu com quatro pedras na mão contra a publicação britânica: "O verdadeiro risco que a reeleição representa nunca foi a idade de um líder cheio de vitalidade e que cuida muito bem da saúde". Gleisi acha que a revista está temendo "a continuação de um governo que retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social".

PENSE NISSO!
Nunca 365 dias foram tão intensos quanto os deste ano que se findou ontem. Da máfia do INSS ao susto de viralizar informações sobre o dono do Banco Master; da inflação galopante à falta de prestígio das instituições. Tudo isso fez de 2025 um ano, literalmente, ímpar.

Mas este ano que começa hoje será ainda mais desafiador. É ano de eleger deputados estaduais, federais, senadores da República e, de quebra, governadores e o presidente. Não é pouca coisa. A responsabilidade do eleitorado é imensa.

Este lembrete do calendário eleitoral serve para chamar à responsabilidade o leitor/eleitor. Se um estado tiver uma Assembleia Legislativa comprometida com o cidadão, não há governador que não se renda ao Parlamento. Da mesma forma, se o Congresso se comportar bem e "enquadrar" o presidente, não o deixando cometer as estrepolias de sempre, este país tem jeito.

Mas tudo depende do voto que você der.

Pense nisso!

 

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