Romoaldo de Souza | Notícia

AGU divulga regras sobre papel da primeira-dama e exige transparência

Deputada diz que mobilizações da direita estão deixando aliados de movimentos sociais "desorientados". No grito, Bolsonaro promete 500 mil nas ruas

Por Romoaldo de Souza Publicado em 05/04/2025 às 19:38

PERDENDO A NOÇÃO DE PERIGO
Em nome da “autonomia da Justiça para gerir recursos”, o Poder Judiciário achou um jeito de furar o teto de gastos imposto pelo arcabouço fiscal e, com isso, sacramentar que “valores que tenham sido arrecadados com custas judiciais e taxas” passaram a ser de “destinação específica para o custeio de suas atividades”.

ORDEM UNIDA
Pegou mal entre as comunidades indígenas do Xingu que assistiram à “palestra” do presidente Lula da Silva (PT), a bronca que sua mulher deu enquanto o marido se prepara para fazer um longo discurso carregado de promessas. Rosângela Lula da Silva se levantou e mandou os índios ficarem quietos: “sentem, agora não. O presidente vai falar”. Há quem diga que ela estava usando o verbo sentir em vez do pronominal sentar-se

CÔNJUGE PRESIDENCIAL
Uma norma da Advocacia-Geral da União reconheceu que “as funções” de primeira-dama são de natureza “voluntária”, não podem ser remuneradas e não podem assumir “compromissos formais em nome do Estado brasileiro”. Assinada pelo AGU, Jorge Messias, a norma recomenda “divulgação da agenda de compromissos públicos e das despesas no Portal da Transparência”.

ETARISMO FORÇADO
A chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Glesi Hoffmann, saiu em defesa da mulher do presidente Lula, dizendo que “A primeira-dama sempre atuou dentro desses parâmetros, e que tem feito importantes trabalhos dentro e fora do país”, sem, contudo nomear nenhum deles. “Ela incomoda os machistas e é perseguida pela extrema-direita”, disse. O que, convenhamos não é bem assim. A primeira-dama e sua pomposa assessoria sempre omitiram a agenda, os gastos e as atividades.

COBRANDO RESULTADOS
A ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação, foi chamada a prestar contas na Câmara dos Deputados. À coluna, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) disse que “os parlamentares precisam ter mais informações sobre o andamento das ações da pasta”, mas negou que o encontro se dê em tom de cobrança.

PORTOS E AEROPORTOS
Serão temas de cobrança de senadores que integram as comissões de Infraestrutura e de Desenvolvimento Regional. O ministro Silvio Costa Filho prepara o PowerPoint.

DESLUMBRE TOTAL
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) chamou de “desorientado” quem não reza mais na cartilha da esquerda e dos movimentos sociais, PhD em quebra-quebra de órgãos públicos e invasão de propriedades privadas. “É o momento de volta quem está desorientado, sem saber para onde vai. Esse pessoal é nosso e tem que estar com a gente nas ruas”. O fiasco da última manifestação que a esquerda convocou deixou muita gente desorientada.

UM DIA, ACERTAM!
Quem bem entende de desorientação é a direita que insistem em dizer que o ato em favor da anistia, na av. Paulista, neste domingo (6), terá “por volta de 500 mil manifestantes”, na estimativa do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A ver!

PENSE NISSO!
Basta ver a benevolência do governo do presidente Lula com regras para omitir informações de seu governo para que o leitor não diga que foi apanhado de surpresa com a demora de oito meses de atraso para que os dados sobre alfabetização fossem escondidos pelo Ministério da Educação.

Na última sexta-feira (4), servidores sérios do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgaram uma carta com duras críticas à gestão do presidente do órgão, Manuel Palácios.

Nos argumentos de Palácios, o atraso se deveu “em decorrência de possíveis erros de amostragem” e até “por erros técnicos”, numa clara tentativa de enlamear a carreira de profissionais altamente qualificados.

"Na perspectiva do seu corpo técnico, não há nenhum erro ou inadequação que justifique a não divulgação dos resultados do Saeb [Sistema Nacional de Avaliação Básica] 2023”, diz o documento dos servidores.

O que o presidente do Inep quer encobrir é que houve, no período, uma queda significativa no nível de alfabetização.

Pense nisso!