Romoaldo de Souza | Notícia

Segurança pública é maior queixa da população, mas PEC não saiu do papel

Lula vai reunir dirigentes de partidos aliados e próximos ao governo para voltar a falar em reforma ministerial. Tem ministro fazendo hora-extra

Por Romoaldo de Souza Publicado em 02/04/2025 às 12:54

PASSANDO POR CIMA

Ao público externo, a mensagem foi de que a votação do projeto da reciprocidade para as taxas do governo Trump contra o Brasil teve negociação comandada pela articulação política do Planalto, leia-se, ministra Gleisi Hoffmann.

MAS, NA REAL

A oposição que deu ao governo os votos necessários para aprovação “se benze” quando escuta esse nome. O líder Jaques Wagner (PT-BA) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foram os “costureiros” do acordo que contou com o apoio do agro, “emprestando” a senadora Tereza Cristina (PP-MT) para relatar o projeto. Gleisi soube pela imprensa.

DESCOLADO DA REALIDADE

Em uma hora, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, diz que a Justiça solta porque a polícia prende mal. Na outra, o Supremo Tribunal Federal (STF), de onde vem Lewandowski, julga a constitucionalidade da revista íntima nos presídios. Julgar se há ou não superlotação nas cadeias ninguém se debruça no tema.

VAI FICAR DEVENDO

De um parlamentar da base [quase] aliada, sobre as últimas pesquisas de opinião versando da popularidade do presidente Lula da Silva (PT): “os pontos negativos crescem tanto que daqui a pouco, Lula vai ficar devendo”.

FOLHETIM DA REFORMA

Lula tinha prometido que tão logo retornasse da Ásia - Japão e Vietnã - faria “uma rodada de conversas” com os presidentes dos partidos mais próximos, para tratar da prometida reforma ministerial. Até aqui, as mudanças serão pontuais, tendo ao fundo “Folhetim”, de Chico Buarque. “Pois já não vales nada, és página virada, descartada do meu folhetim”. Tem uma turma que já está fazendo hora-extra no governo.

CAFÉ REQUENTADO…
…e no microondas. O café robusta, uma variedade bastante comum no Vietnã, fez bem ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Voltou da Ásia e já “ganhou” papel de destaque. Será relator do projeto de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. “É uma senhora vitrine”, comemorou Pompeu de Mattos (PDT-RS).

SILÊNCIO DA OAB

Enquanto está “aguardando a redação final do projeto”, a Ordem dos Advogados do Brasil ainda não foi chamada a falar aos senadores sobre projeto que vem sendo articulado pelos senadores Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que “autoriza o porte de arma de fogo” para advogados.

PENSE NISSO!

Chegam pesquisas com a mesma agilidade com que são descartadas e o batalhão de assessores do governo Lula não toma jeito.

O que mais inquieta o brasileiro é a violência. É o receio de ficar na parada de ônibus esperando o “buzu” passar, quando passa, sem ser surpreendido com “dois na moto”.

O que fez o governo? Reuniu 27 governadores e seus assessores, apresentou o que mais tarde poderá ser uma PEC, mas até esta data não foi apresentada ao Congresso. E olha que a reunião foi em outubro. Meio ano se passou e até agora, nada.

Há uma máxima no Senado, que os primeiros quatro anos de mandato são para conhecer a Casa, fazer discursos para adquirir visibilidade e preparar-se para os quatro finais, a todo vapor.

O governo Lula age como se fosse eterno.

Pense nisso!

 

 

Compartilhe