Metrô do Recife: Reforma do Ramal Camaragibe entra em nova fase nesta segunda e impacta passageiro
Troca de dormentes no Ramal Camaragibe, da Linha Centro. entra em nova etapa e exige operação em via singela com intervalos de até 45 minutos
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A partir desta segunda-feira (13/7), o Metrô do Recife inicia uma nova etapa nas obras de manutenção do Ramal Camaragibe, concentrando os trabalhos no trecho entre a Estação Alto do Céu e a Estação Camaragibe, na Zona Oeste da capital, e da RMR. A operação continuará sendo realizada em via singela — quando apenas uma linha é utilizada para os trens nos dois sentidos — durante todo o horário de funcionamento, das 5h às 23h.
Para o passageiro, essa mudança reflete diretamente no tempo de viagem, com intervalos que chegam a 30 minutos ao longo do dia e podem atingir 45 minutos após as 20h30. Os trabalhos, entretanto, estão avançando rápido e a previsão da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) é de que sejam concluídos antes dos seis meses previstos inicialmente. Outra boa notícia é que, após a troca dos dormentes, os trens poderão operar com uma velocidade três vezes maior do que a atual, que é de 25 km/h.
Essa nova fase dá continuidade ao cronograma iniciado em junho, que contemplou primeiramente o trecho entre as estações Camaragibe e Rodoviária (TIP). Segundo a CBTU, a previsão é de que todo o serviço de readequação da via férrea dure cerca de seis meses. Atualmente, as equipes trabalham na substituição de aproximadamente 150 dormentes por dia, avançando para garantir que o cronograma de modernização seja cumprido dentro do prazo estabelecido.
SUBSTITUIÇÃO DOS DORMENTE É URGENTE, APESAR DO IMPACTO
A substituição integral dos dormentes é uma medida urgente diante da crise de infraestrutura que o Metrô do Recife vem enfrentando, já que essas peças são fundamentais para manter o espaçamento dos trilhos e garantir a estabilidade da via. Como explica a CBTU, o desgaste dos equipamentos atuais exige uma intervenção profunda para distribuir corretamente o peso das composições e evitar falhas operacionais graves. A CBTU reforça que a reforma é indispensável para readequar o ramal e evitar que a precariedade do sistema comprometa ainda mais a segurança das viagens.
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Embora o impacto imediato seja negativo para a rotina de quem depende do transporte, a expectativa é que, após a conclusão das obras, a velocidade dos trens no trecho reformado aumente consideravelmente. Essa melhoria nas condições operacionais permitirá, no futuro, a redução dos intervalos entre as viagens e uma ampliação na capacidade de transporte de passageiros. Trata-se de uma tentativa de reverter o histórico de problemas técnicos do sistema através da renovação física dos componentes da linha.