Mobilidade | Notícia

CNH sem autoescola: Procura pela primeira habilitação cresce 303% e bate recorde histórico, garante governo federal

União comemora os números e diz que redução da burocracia, das exigências de horas aulas e gratuidade em cursos teóricos atraiu os novos condutores

Por Roberta Soares Publicado em 12/05/2026 às 11:37

Clique aqui e escute a matéria

Apesar das críticas dos setores de formação de condutores, médico e de segurança viária, números oficiais divulgados pelo Ministério dos Transportes e Secretaria Nacional de Habitação (Senatran) mostram que a flexibilização do acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está sendo um sucesso em adesão da população.

Segundo a União, o programa CNH do Brasil encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com resultados considerados sem precedentes, consolidando-se como o melhor desempenho na formação de condutores desde a implementação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), há quase 30 anos. A adesão da população à primeira habilitação foi massiva: houve um salto impressionante de 303% em comparação ao mesmo período de 2025, quando a flexibilização ainda não vigorava.

Entre janeiro e abril de 2026, o número de cadastros para novos motoristas saltou de 1,1 milhão para 4,8 milhões de registros. Para o governo, esse crescimento é atribuído à modernização do sistema, que passou a oferecer menos burocracia e a isenção de custos na formação teórica, facilitando o acesso de milhões de brasileiros ao documento. As consequências da redução das exigências no processo de habilitação, entretanto, não foram abordadas pelo Ministério dos Transportes.

IMPACTO ECONÔMICO DA FLEXIBILIZAÇÃO DA FORMAÇÃO DE CONDUTORES

JAILTON JR./JC IMAGEM
Entre janeiro e abril de 2026, o número de cadastros para novos motoristas saltou de 1,1 milhão para 4,8 milhões de registros - JAILTON JR./JC IMAGEM

A oferta de cursos teóricos gratuitos tornou-se, na visão do governo federal, um pilar fundamental para o sucesso do programa, gerando uma economia direta estimada em R$ 1,84 bilhão para o orçamento das famílias brasileiras. Como reflexo, a realização de aulas teóricas apresentou um crescimento superior a 170% no primeiro quadrimestre, totalizando mais de 2,5 milhões de cursos realizados.

Além da gratuidade teórica, o governo fixou um teto de R$ 180 para exames médicos e psicológicos, o que também impulsionou a demanda, resultando em 2,3 milhões de avaliações realizadas no período.
Confira o crescimento em números:

Exames teóricos: Aumento de 28% em relação a 2025, atingindo o maior volume da série histórica para o período.

Formação prática: Crescimento de 28% nos cursos práticos, com 1,8 milhão de registros.

Exames práticos: Alta de 21%, superando 1,7 milhão de avaliações.

Segundo a Senatran, o ciclo de formação resultou na emissão de 858.896 novas CNHs em todo o território nacional. A quantidade representa o segundo maior volume já registrado na história do País, ficando atrás apenas do recorde estabelecido em 2014, quando foram emitidas pouco mais de 873 mil habilitações no mesmo intervalo.

Compartilhe

Tags