BR-232: Restauração completa é única solução para garantir segurança entre Recife e Caruaru
Com investimentos estimados em R$ 350 milhões, a restauração da BR-232 começou com a troca de placas de concreto na altura da cidade de Pombos
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Apesar da trafegabilidade perigosa, a BR-232, principal eixo rodoviário de ligação entre a capital e o interior de Pernambuco, iniciou um processo de transformação que promete ir além dos simples reparos superficiais. Após mais de duas décadas sem intervenções robustas, o governo do Estado e a União assinaram, ainda em 2025, ordem de serviço para a restauração da rodovia, uma recuperação completa da estrutura e a única solução viária para devolver a segurança aos condutores e passageiros.
Segundo o poder público, a degradação acumulada ao longo dos anos — somada a problemas técnicos históricos — tornou impossível garantir a integridade de quem trafega apenas com remendos ou operações de tapa-buraco. Percepção que é sentida por quem trafega pelo trecho duplicado da BR e que foi constatada, mais uma vez, pelo JC.
RESTAURAÇÃO ESTRUTURAL É A ÚNICA SAÍDA PARA SEGURANÇA
O trecho duplicado entre o Recife e o Agreste pernambucano atingiu um nível de saturação e desgaste que exige uma intervenção definitiva. As áreas críticas apresentam riscos severos, especialmente em períodos de chuva, o que torna a revitalização urgente para preservar vidas. Na época da assinatura da OS, o próprio Estado afirmou que apenas intervenções estruturais profundas, que incluem a manutenção corretiva e a substituição de placas de concreto que nunca foram trocadas desde a duplicação original, poderiam sanar os problemas de trafegabilidade.
A restauração total dos 142 quilômetros entre o Recife e São Caetano (nas proximidades de Caruaru) está orçada em R$ 350 milhões. Esse valor, que se aproxima do custo da própria duplicação realizada em 2004 (R$ 400 milhões), reflete a necessidade de reconstruir a base da rodovia para suportar o intenso tráfego pesado que há muitos anos compromete o pavimento da via. Tráfego, inclusive, que muitas vezes têm excesso de peso e não é fiscalizado corretamente.
PRIMEIRA ETAPA COMEÇOU COM TROCA DE PLACAS EM BONANÇA
O cronograma de obras começou com a troca das placas de concreto no trecho de Bonança, distrito de Moreno. O investimento inicial compreende R$ 52 milhões, por meio do Plano Anual de Trabalho e Orçamento (PATO), com a substituição de 286 placas de concreto na rodovia. No total, serão 2.049 placas trocadas entre o Recife e São Caetano.
Inicialmente, a restauração começaria pelos 25,5 quilômetros mais críticos, situados entre o entroncamento com a BR-408, no Grande Recife, e a travessia urbana de Vitória de Santo Antão, mas por questões operacionais, o primeiro trecho atacado foi o de Bonança.
Os recursos são provenientes de emendas parlamentares e integram o programa PE na Estrada, carro-chefe da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) que tem investimentos previstos na ordem de R$ 7 bilhões.
DUPLICAÇÃO LIGANDO AGRESTE E SERTÃO MAIS PERTO
Além da restauração essencial para a segurança da rodovia no Agreste, a duplicação da BR-232 ligando a região ao Sertão está mais perto de virar realidade. Já existem editais publicados para os projetos de duplicação e restauração dos 264,9 quilômetros entre São Caetano e Serra Talhada, com previsão de início das obras ainda para o primeiro semestre de 2026.
O governo do Estado, inclusive, já definiu o primeiro trecho da obra, que compreenderá 35 quilômetros entre as cidades de São Caetano e Belo Jardim, no Agreste. Com um custo estimado em R$ 250 milhões, esta etapa inicial será totalmente custeada pelos cofres estaduais, com previsão de lançamento do edital de licitação para o mês de abril deste ano.
O projeto de duplicação tem recursos garantidos pelo Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. Inicialmente, o projeto foi dividido em dois grandes lotes:
Lote 1: De São Caetano até Arcoverde, com 108,9 quilômetros.
Lote 2: De Arcoverde até Serra Talhada, com 156 quilômetros.
Mas a ideia do governo de Pernambuco é subdividir esses dois lotes e ir executando as obras à medida em que os projetos executivos forem concluídos. Por isso, as obras devem começar no trecho entre São Caetano e Belo Jardim.