Confira propostas de uma ciclovia para o Viaduto Capitão Temudo, no Recife
O JC apresenta para discussão duas propostas de ciclovias para o Complexo Viário Joana Bezerra, composto da Ponte José de Barros Lima e do Viaduto Capitão Temudo
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A ideia é lançar a discussão para que, juntos, poder público e sociedade organizada possam viabilizar uma estrutura segura numa das mais importantes e perigosas ligações da capital para quem pedala
- FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Uma das ligações mais importantes da cidade, o Viaduto Capitão Temudo, que liga a área do Centro Expandido à Zona Sul do Recife, é também um dos lugares mais temidos pelos ciclistas. Só passa quem realmente precisa e tem coragem. A velocidade dos veículos é sempre alta, o que expõe os deslocamentos ativos. Ao mesmo tempo, o Temudo é uma importante ligação não só viária, mas também de oportunidades sociais, embora seja domínio dos automóveis - nem mesmo os ônibus têm uma faixa de circulação exclusiva no elevado.
Os números já confirmam o temor alimentado desde 2020 por quem vive a mobilidade urbana. E o fenômeno é mundial - ARTES JC
Por isso, o JC apresenta para discussão duas propostas de ciclovias para o Complexo Viário Joana Bezerra, composto da Ponte José de Barros Lima e do Viaduto Capitão Temudo. O Plano Diretor Cicloviário (PDC) da Região Metropolitana do Recife já prevê uma infraestrutura na área que nunca foi implementada, é importante ressaltar. O material proposto são ideias simuladas por cicloativistas e pela Ameciclo (Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife) para serem apresentadas como sugestão aos gestores públicos - Prefeitura do Recife e governo do Estado. A extensão dos equipamentos seria de 5,8 km, considerando os dois sentidos.
A primeira proposta prevê uma ciclovia - estrutura totalmente segregada do tráfego de veículos - bidirecional (sentido duplo) começando a partir da conexão com a Avenida Agamenon Magalhães, na altura do Hospital Português, no Paissandu. Depois, seguindo pela pista oeste da Ponte José de Barros Lima até o Viaduto Capitão Temudo. A ciclovia seguiria até o Pina, entrando na Zona Sul do Recife pela Ponte Paulo Guerra.
CICLOVIA - ARTES JC
Já na segunda proposta, a ciclovia seria unidirecional (um único sentido) em cada lado do canteiro central da Ponte José de Barros Lima e do Viaduto Capitão Temudo. Essa seria a principal diferença da primeira ideia, além do fato de que, no sentido Boa Viagem-Derby, o equipamento seria implantado também num trecho da Avenida Antônio de Góis e na Ponte do Pina (que sai de Boa Viagem e faz a conexão com o Capitão Temudo).
As duas ideias permitem a conexão, inclusive, da Ciclovia Capitão Temudo com a estrutura da Via Mangue e, também, da Avenida Boa Viagem. Nos dois casos haveria o redimensionamento da largura das faixas dos carros, mas seria possível manter a quantidade, só que mais estreitas.
A velocidade dos veículos é sempre alta, o que expõe os deslocamentos ativos - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
“Seria uma ligação muito importante para quem pedala e usa a bicicleta como transporte. Mesmo que, nessas propostas, não seja possível haver a conexão para as pessoas que residem no entorno do Temudo devido às alças de acesso. Mas ajudaria muito. É a ligação da Zona Sul com o Centro Expandido do Recife, um reduto de serviços e oportunidades”, destaca Daniel Valença, da Ameciclo.
O medo que os ciclistas têm de passar pelo Capitão Temudo devido ao perigo provocado pela velocidade dos veículos se reflete nos números. Contagem do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS) mostra que passam um média de 400 ciclistas por dia no viaduto. “O alto perigo afasta quem pedala. Mas colocando a infraestrutura, os ciclistas viriam”, diz Daniel Valença. A conexão com a Ciclovia da Agamenon Magalhães - projetada pela prefeitura do Recife sobre o canteiro central ainda na gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) - seria fundamental para consolidar o equipamento do Capitão Temudo.
Ao mesmo tempo, o Temudo é uma importante ligação não só viária, mas também de oportunidades sociais, embora seja domínio dos automóveis - nem mesmo os ônibus têm uma faixa de circulação exclusiva no elevado
- FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Região do Viaduto Capitão Temudo é temida por todos, mas principalmente por quem pedala - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
São apresentadas propostas de uma estrutura para bicicleta entre a Avenida Agamenon Magalhães, no Paissandu, até o Pina, ao lado do Atacadão dos Presentes - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
CICLISTAS JÁ MORRERAM ATROPELADOS NO VIADUTO CAPITÃO TEMUDO
Jornalista setorizada em mobilidade urbana há 18 anos. Com 26 anos de redação, cobriu por quase dez anos o setor de segurança pública, atuando também nas editorias de Política, Brasil e Internacional.
Localidade:RecifeTelefone:8199537000Cargo:repórter sênior e colunistaCursoCurso de Fiscalização do Dinheiro Público Ministrado pelo Knight Center, 2020
Curso de Desenvolvimento Urbano para Jornalistas Ministrado pela Abraji e Instituto Linconl – São Paulo, 2014
Curso de Webvídeos em dispositivos móveis Ministrado pelo Jornal do Commercio, 2015
Curso de Webjornalismo Ministrado pelo professor Fábio Guerra, da VídeoRepórte, Recife, 2013
Curso de WebJornalismo Ministrado pelo Grupo Garapa, São Paulo, em 2012