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Recife lidera o avanço imobiliário no País com alta recorde de 10,44% no ano e valorização de 27,12%

O cenário nas demais capitais e regiões revela desempenhos variados que orbitam em patamares distintos daquele visto em Pernambuco

Por Lucas Moraes Publicado em 02/09/2026 às 13:01

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O mercado imobiliário residencial brasileiro registrou nova aceleração nos preços em julho, conforme aponta o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), divulgado pela Abecip e elaborado pela FGV/IBRE. No sétimo mês do ano, o indicador avançou 0,61%, superando a alta de 0,38% registrada em junho. Apesar do fôlego mensal, a valorização em 12 meses continuou em trajetória de desaceleração, recuando de 17,49% para 15,78%, o que marca o quarto mês consecutivo de arrefecimento após atingir o pico de 19,76% em março.

No acumulado entre janeiro e julho de 2026, o IGMI-R somou alta de 5,64%, patamar inferior ao verificado no mesmo período de 2025 (8,25%) e de 2024 (8,10%). Mesmo com essa perda de ritmo na comparação anual, o avanço dos preços permanece disseminado pelas dez capitais monitoradas pelo levantamento, destacando-se o Recife, que se consolidou de forma isolada na liderança da valorização imobiliária no Brasil.

Na capital pernambucana, os preços subiram 1,45% em julho e acumulam impressionantes 10,44% de alta no ano, a maior taxa entre todas as cidades pesquisadas. Na janela de 12 meses, o Recife também detém o topo absoluto do ranking nacional, com a expressiva valorização de 27,12%.

O cenário nas demais capitais e regiões revela desempenhos variados que orbitam em patamares distintos daquele visto em terras pernambucanas. Em julho, seis das dez cidades pesquisadas aceleraram. Porto Alegre registrou o maior avanço mensal do país, de 2,28%, impulsionando sua alta no ano para 8,57% e em 12 meses para 18,95%. Logo atrás em julho aparecem Goiânia, com alta de 1,55% (e 7,44% no acumulado de 2026), e o próprio Recife. Salvador, por sua vez, foi a única capital a registrar queda no mês, de 0,16%, embora mantenha alta de 6,56% no ano e uma forte valorização de 20,80% em 12 meses.

Na região Sudeste, o comportamento foi heterogêneo. Belo Horizonte acelerou de 0,42% para 0,70% em julho, enquanto o Rio de Janeiro passou de 0,38% para 0,90%. Em sentido oposto, São Paulo desacelerou de 0,29% para 0,25%. No acumulado de janeiro a julho, as três capitais do Sudeste ficaram abaixo da média nacional: São Paulo avançou 4,73%, Rio de Janeiro registrou 4,32% e Belo Horizonte somou 3,66%.

No Sul, além do forte desempenho mensal de Porto Alegre, Curitiba avançou 0,43% em julho e assegurou a segunda maior valorização do país no ano, com alta de 9,07%, além de 26,15% em 12 meses. No restante do Nordeste, Fortaleza apresentou recuperação ao passar de uma queda de 0,29% em junho para uma alta de 0,41% em julho, embora registre a menor valorização acumulada no ano entre as capitais monitoradas, com 2,13%. No Centro-Oeste, Brasília subiu 0,20% no mês e soma 5,87% em 2026, com alta de 19,06% em 12 meses.

Apesar da recente desaceleração no acumulado anual, os preços dos imóveis continuam subindo em ritmo muito superior à inflação oficial e aos custos do setor. Nos 12 meses encerrados em julho, o IGMI-R acumulou 15,78%, ao passo que o INCC (custos da construção) subiu 6,40%, o IVAR (aluguéis residenciais) ficou em 5,08% e o IPCA (inflação ao consumidor) encerrou em 4,44%. Descontada a inflação pelo IPCA, o mercado imobiliário residencial brasileiro entregou uma valorização real aproximada de 10,9% no período, evidenciando que o avanço robusto dos preços — liderado de forma exemplar pelo Recife — é sustentado por fatores próprios de cada mercado local, como a oferta, a demanda e a disponibilidade de unidades.

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