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Mercado imobiliário do Grande Recife bate recorde histórico

No Recife, que concentrou 58% das negociações da Região Metropolitana, a Imbiribeira despontou como líder de vendas e vice nos lançamentos

Por Lucas Moraes Publicado em 12/08/2026 às 23:02

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O setor imobiliário residencial do Recife e Região Metropolitana viveu um segundo trimestre de 2026 recorde, impulsionado pelo avanço expressivo de habitações econômicas. Os números, apresentados durante o evento Conexão Ademi, nesta quarta-feira (12), mostram que o mercado comercializou 4.018 apartamentos entre abril e junho, o maior volume trimestral já documentado pela série histórica da Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Ademi-PE. O resultado traduz um salto de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma alta de 35% frente ao primeiro trimestre.

Para atender a esse apetite do consumidor, as construtoras intensificaram a produção e lançaram 4.038 unidades no trimestre, o que representa um crescimento de 44% na comparação trimestral e fez o Valor Geral de Vendas lançado disparar para R$ 1,88 bilhão, mais do que o dobro do registrado no início do ano. O equilíbrio entre lançamentos e vendas manteve o estoque controlado em 9.873 unidades, volume que garante o suprimento para os próximos meses no ritmo atual de negócios.

O grande motor desse recorde histórico é a forte guinada em direção ao mercado popular e de entrada, estimulado por programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Morar Bem Pernambuco. Essa mudança estrutural mudou o perfil dos produtos ofertados: os apartamentos de dois dormitórios dominaram o período e responderam por 81% de todas as vendas. Em sentido oposto, o segmento de alto padrão amargou uma forte retração, com os imóveis de quatro dormitórios desabando de 10% para 0,1% de participação nos lançamentos.

Para o presidente da Ademi-PE, Leonardo Pessoa de Queiroz, os dados traduzem o bom momento vivido pelo setor, que conseguiu trazer para a capital imóveis econômicos, atacando o déficit habitacional, e que também caminha para o equilíbrio entre os segmentos, a partir de uma "legislação que dialoga com a necessidade do mercado e as demandas de moradia da população".

O mapa de vendas também revelou novos polos de desenvolvimento urbano. No Recife, que concentrou 58% das negociações da Região Metropolitana, a Imbiribeira despontou como líder de vendas e vice-líder em lançamentos, acompanhada por bairros como Dois Unidos, Jiquiá, Várzea, Caxangá e Passarinho, que assumiu o topo dos novos projetos. Fora da capital, Paulista se consolidou firmemente como o segundo maior mercado imobiliário da região, absorvendo quase 23% das vendas totais.

Com um Índice de Vendas sob Ofertas recorde de 28,9%, o mercado demonstrou liquidez, embora os preços tenham registrado estabilidade. O metro quadrado privativo na capital fechou junho cotado a R$ 11.255, uma variação mínima de 0,3% em relação a março. Consolidando os últimos doze meses encerrados em junho de 2026, o Grande Recife acumula 13.398 unidades comercializadas e um VGV total de R$ 6 bilhões, atestando a solidez e a nova dinâmica do setor habitacional pernambucano.

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