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Mercado imobiliário: Recife lidera valorização acumulada no ano entre as capitais brasileiras

Com alta de 8,08% no primeiro quadrimestre de 2026, capital pernambucana se consolida como o mercado mais aquecido do país no curto prazo

Por Lucas Moraes Publicado em 03/06/2026 às 17:54

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O mercado imobiliário residencial de Recife vive um momento de forte protagonismo nacional. De acordo com a leitura mais recente do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a capital pernambucana consolidou a maior valorização do país no primeiro quadrimestre de 2026, registrando uma expressiva alta acumulada de 8,08%.

Mesmo diante de um cenário de acomodação parcial no ritmo de crescimento em nível nacional — que avançou 0,67% em abril após subir 1,12% em março —, Recife manteve uma performance robusta. No mês de abril, os preços dos imóveis residenciais na cidade registraram alta de 0,86%, figurando entre os maiores crescimentos mensais do índice e ajudando a sustentar o acumulado de doze meses em impressionantes 28,69% de valorização, o segundo maior patamar entre as dez capitais acompanhadas.

Diferente de indicadores baseados meramente em anúncios de venda, o IGMI-R reflete com maior precisão os valores reais praticados no mercado, pois é calculado com base nos laudos de avaliação técnica emitidos pelas instituições financeiras durante a concessão de crédito imobiliário.

Desempenho nacional e o cenário nas outras capitais

No panorama brasileiro, o IGMI-R nacional acumulou alta de 4,05% no primeiro quadrimestre, posicionando o período atual como um dos começos de ano mais fortes para o setor desde 2016. No acumulado dos últimos doze meses, a valorização nacional atinge a marca de 19,53%, com todas as dez capitais monitoradas registrando avanços.

Abaixo do desempenho quadrimestral de Recife, os principais destaques no ano foram Curitiba, com 7,08%, e Porto Alegre, com 6,35%. Curitiba, inclusive, liderou a variação do mês de abril com alta de 1,78% e ostenta o maior avanço nos últimos doze meses, com 29,57%, seguida de perto pela capital pernambucana.

Nas demais praças, Goiânia registrou alta mensal de 0,85% em abril, acumulando valorização de 5,55% no ano e de 14,24% em doze meses. Belo Horizonte apresentou avanço mensal de 0,87%, o que levou seu acumulado anual para 2,67% e o resultado em doze meses para 19,03%.

A cidade de São Paulo seguiu em trajetória consistente e acelerou em relação a março, subindo 0,76% em abril e acumulando ganhos de 3,94% em 2026. Com desempenho mensal semelhante, Fortaleza avançou 0,75% e conseguiu reverter a queda de preço que havia sido anotada no mês anterior, acumulando alta de 1,13% no ano. Porto Alegre registrou alta de 0,39% em abril, com avanço anualizado de 18,88%.

Os menores crescimentos mensais de abril foram partilhados por Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. A capital baiana e o Distrito Federal empataram com avanço de 0,31% no mês, mas mantêm forte pressão no longo prazo, acumulando em doze meses altas de 23,49% e 27,46%, respectivamente. Por fim, o Rio de Janeiro encerrou a lista com variação de 0,13% em abril, preservando a tendência positiva com ganhos de 1,76% no ano e de 14,12% nos últimos doze meses.

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