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Inadimplência de aluguel no Brasil atinge menor patamar em oito meses com destaque para recuo expressivo no Nordeste

Após ocupar o topo do ranking nacional de inadimplência desde maio de 2025, a região apresentou uma melhora substancial neste início de ano

Por JC Publicado em 19/02/2026 às 18:32

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O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2026 com sinais de alívio financeiro para o setor de locação. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, a taxa de atrasos nos pagamentos de aluguel recuou para 3,29% em janeiro, consolidando o menor índice registrado nos últimos oito meses. O resultado representa uma queda de 0,15 ponto percentual em relação a dezembro e mantém a tendência de baixa observada no fechamento do ano anterior.

Um dos dados mais significativos do levantamento refere-se ao comportamento da região Nordeste. Após ocupar o topo do ranking nacional de inadimplência desde maio de 2025, a região apresentou uma melhora substancial no início deste ano. O Nordeste registrou uma queda acentuada de 1,27 ponto percentual, saindo de 5,23% em dezembro para 3,96% em janeiro. Com esse movimento, a região deixou a liderança do índice negativo, sendo ultrapassada pelo Norte, que agora encabeça a lista com 4,03%.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o cenário geral é positivo, mas demanda cautela. O especialista pondera que, embora o início de 2026 reforce a recuperação iniciada no final de 2025, fatores macroeconômicos como a inflação e a taxa de juros continuam no radar e podem pressionar o orçamento das famílias ao longo do ano.

SEGMENTOS DE RENDA

No recorte por segmentação de renda, o mercado de alta renda (imóveis com aluguel acima de R$ 13.000) teve a redução mais drástica na inadimplência residencial, caindo de 6,04% para 4,77%. Por outro lado, a faixa de imóveis populares, com alugueis de até R$ 1.000, passou a deter a maior taxa do segmento residencial, fixada em 5,76%, o que sugere uma pressão financeira maior sobre as camadas de menor renda. No setor comercial, a maior inadimplência também se concentra nos imóveis de valor mais baixo, atingindo 7,22%, apesar da queda em relação ao mês anterior.

A análise por tipologia de imóvel demonstra uma melhora generalizada. Os apartamentos registraram a terceira queda consecutiva, atingindo 2,15%, enquanto as casas recuaram para 3,54%. Os imóveis comerciais seguiram a mesma trilha, reduzindo a taxa de 4,65% para 4,46%. No panorama regional, além da expressiva melhora no Nordeste, o Sul manteve-se como a região com a menor inadimplência do país, registrando apenas 2,46% de atrasos no primeiro mês do ano.

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