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Carrilho reforça parceria para enfrentar escassez de mão de obra na construção civil

A estratégia da iniciativa diferencia-se pelo olhar territorial e humano, alinhando-se às diretrizes globais da Organização das Nações Unidas

Por JC Publicado em 28/01/2026 às 23:53

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O setor da construção civil no Brasil atravessa um momento de paradoxo: enquanto o mercado sinaliza expansão, as empresas enfrentam um gargalo estrutural na falta de profissionais qualificados. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o País terá o desafio de qualificar aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores até 2027 para suprir a demanda. Em Pernambuco, esse cenário tem motivado companhias a assumirem o protagonismo na formação de seus quadros, transformando canteiros de obras em ambientes de aprendizado e inclusão.

Um exemplo é o Projeto de Formação de Mão de Obra, uma iniciativa da Construtora Carrilho em parceria com o Instituto Joaquim Correia. O programa foi estruturado para responder diretamente aos índices de baixa formalização e ao envelhecimento da força de trabalho no setor, apostando na qualificação profissional como ferramenta de eficiência produtiva e, simultaneamente, de transformação social nas comunidades próximas aos empreendimentos.

A estratégia da iniciativa diferencia-se pelo olhar territorial e humano, alinhando-se às diretrizes globais da Organização das Nações Unidas, especificamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável voltados à Educação de Qualidade e ao Trabalho Decente. Durante o último ano, as atividades foram divididas em dois eixos principais: a integração entre colaboradores e moradores locais para troca de experiências e uma frente exclusiva para o público feminino. Este recorte de gênero busca romper barreiras históricas em um segmento tradicionalmente masculino, promovendo autonomia e equidade.

NECESSIDADES DO MERCADO

Diferente de cursos técnicos tradicionais, a proposta foca na vivência prática e nas necessidades imediatas do dia a dia das obras. Conforme explica Micheline Souza, gerente de Gente e Gestão da Construtora Carrilho, a intenção não é substituir a formação técnica formal, mas sim oferecer um desenvolvimento concreto que conecte as pessoas à realidade do mercado de trabalho. Para a executiva, a responsabilidade social é indissociável da estratégia de negócio, servindo como motor para o fortalecimento socioeconômico da região.

Ao consolidar esse modelo de capacitação, o projeto não apenas mitiga o déficit de operários qualificados, mas estabelece um novo padrão de relacionamento entre a indústria e a sociedade. A iniciativa reforça que a valorização do capital humano e a geração de oportunidades são os alicerces necessários para garantir a sustentabilidade e o crescimento contínuo da construção civil no estado.

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