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Follow-on: Moura Dubeux protocola pedido para oferta milionária de ações em busca de expansão

A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais, embora a companhia assegure aos seus atuais acionistas o direito de prioridade

Por Lucas Moraes Publicado em 16/01/2026 às 19:17

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A Moura Dubeux Engenharia (MDNE3) oficializou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro para uma nova oferta pública de distribuição primária de ações. A operação, que segue o rito de registro automático, prevê a emissão inicial de 9.652.510 novas ações ordinárias, todas livres de quaisquer ônus. O movimento visa fortalecer a estrutura de capital da incorporadora.

A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais, embora a companhia assegure aos seus atuais acionistas o direito de prioridade na subscrição dos novos ativos. A estimativa inicial é de uma oferta-base em torno dos R$ 250.000.000,00, podendo ser acrescida em até R$ 250.000.009,00 a depender da demanda, assumindo que o Preço por Ação fosse correspondente à cotação de fechamento das
ações ordinárias de emissão da Companhia na B3, em 13 de janeiro de 2026, de R$ 25,90. O valor é
meramente indicativo, podendo variar para mais ou para menos, conforme a conclusão do Procedimento de Bookbuilding.

Além da distribuição no mercado brasileiro, o plano da Moura Dubeux inclui esforços de colocação das ações junto a investidores no exterior, ampliando o alcance da captação. 

ESTRUTURAÇÃO PARA PARCERIA COM A DIRECIONAL

 

A Moura Dubeux firmou uma joint venture (parceria meio a meio em SPEs) com a Direcional para o segmento MCMV (Única), aproveitando a grande experiência da Direcional nesse nicho no Nordeste. O objetivo da iniciativa é combinar a expertise regional da Moura Dubeux com a experiência do Grupo Direcional no segmento econômico.

A coordenação dos trabalhos ficará a cargo de um consórcio formado por grandes instituições financeiras. O Itaú BBA lidera a operação como coordenador líder, atuando em conjunto com o BTG Pactual, Bradesco BBI, Santander e Banco Safra. As instituições atuarão sob o regime de garantia firme de liquidação, seguindo as diretrizes de autorregulação da Anbima e os regulamentos de listagem do Novo Mercado da B3, o que reforça o compromisso da empresa com elevados padrões de governança corporativa.

Na sua prévia operacional, a Moura Dubeux relatou o total de R$ 4,6 bilhões lançados ao fim de 2025, um avanço de 80,7% em relação a 2024. Os distratos caíram para 6,9%.


 
 

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